Decorreu esta segunda-feira, 5 de janeiro,, no Auditório do Hospital Distrital de Santarém, a sessão de recepção aos 29 novos médicos internos que iniciam o seu percurso formativo na Unidade Local de Saúde da Lezíria (ULS Lezíria). Do grupo, 15 integram o internato de formação geral e 14 iniciam formação específica, numa etapa que representa a renovação do corpo clínico em início de carreira na região.
A abertura da cerimónia coube a Filipa Vilarinho, diretora do Internato Médico para os Cuidados de Saúde Hospitalares da ULS Lezíria, que deu as boas-vindas aos internos, sublinhando o propósito integrador do momento. “É com muito prazer que recebemos os internos na nossa ULS e na nossa cidade de Santarém, num momento pensado para vos acolher e integrar”, afirmou.
Pedro Marques, presidente do Conselho de Administração da ULS Lezíria, dirigiu-se diretamente aos novos médicos, destacando a relevância institucional da sessão. O responsável classificou a integração dos internos como “uma renovação da capacidade técnica e científica da instituição”, reiterando a ambição de tornar a ULS Lezíria “uma das unidades mais atrativas do país”, conciliando investigação, formação e condições de vida que favoreçam a fixação de médicos no território do distrito.
Em representação do Município de Santarém, a vereadora com o pelouro da saúde, Teresa Cristina Ferreira, salientou o orgulho do concelho na escolha da ULS Lezíria. “Ser médico é muito mais do que exercer uma profissão, é assumir uma responsabilidade social de enorme relevância”, referiu, reforçando a intenção do município em criar condições para que os profissionais “construam aqui os seus projetos de vida pessoal e profissional”.
A sessão contou também com a intervenção de Alfredo Amante, presidente da União de Freguesias da Cidade de Santarém, que realçou o sentido comunitário do acolhimento. “Santarém precisa de todos vós e sabe receber quem escolhe fazer parte deste percurso”, afirmou, garantindo disponibilidade total para apoiar os médicos durante a formação.
A diretora clínica dos Cuidados de Saúde Primários da ULS Lezíria, Ana Isabel Calado, partilhou o seu percurso enquanto antiga interna da instituição, lembrando o impacto da casa na sua carreira. “Esta casa teve um papel determinante na minha formação profissional e pessoal”, disse, assegurando que os novos internos terão “um acolhimento próximo e um acompanhamento permanente”.
O programa integrou ainda o momento “Ser médico é mais do que uma profissão”, com a participação do diretor do Serviço de Ortopedia da ULS Lezíria, Francisco Infante, que sublinhou o valor humano da prática médica. “Sem ética não há excelência”, defendeu, destacando a empatia, a escuta e o compromisso com os doentes como pilares da profissão.
A interna de Medicina Interna, Inês Ambrioso, deixou também o seu testemunho, diferenciando o exercício da medicina da essência de ser médico. “Existe uma diferença profunda entre exercer medicina e ser médico”, afirmou, apontando a centralidade do doente e a inquietação científica como motores da formação.
A sessão contou ainda com a intervenção de Inês Ambrioso, interna de Medicina Interna da ULS Lezíria, que sublinhou a centralidade do doente e a inquietação científica como motores da formação. “Existe uma diferença profunda entre exercer medicina e ser médico”, referiu, num testemunho sobre o compromisso contínuo da profissão.
O acolhimento aos médicos internos prolonga-se até 7 de janeiro, integrando sessões institucionais, formativas e de integração, num programa que reforça o compromisso da ULS Lezíria com a formação médica, a valorização dos profissionais e a humanização dos cuidados de saúde no distrito de Santarém.




