A concelhia de Coruche considera que não existe “qualquer fundamento que justifique” a auditoria externa pedida às contas da Câmara Municipal de Coruche, pedida em Assembleia Municipal pela bancada do Partido Chega, considerando que esta é uma “tentativa de gerar desconfiança nas instituições e descredibilizar os seus representantes eleitos”.
De acordo com os socialistas, que nos últimos 24 anos têm gerido a autarquia, esta “encontra-se hoje numa situação sólida e reconhecida, como demonstram indicadores concretos e verificáveis”, acrescentando ainda que a atividade autárquica é também escrutinada “por um conjunto de entidades externas”, “a quem tem de comunicar e remeter relatórios”, como o Tribunal de Contas, a Autoridade Tributária, a DGAL e a CCDR, entre outras.
Considerando que “insistir numa auditoria extraordinária não se configura como um ato de transparência, mas sim como uma tentativa de achincalhar e desacreditar as instituições, lançando suspeitas sem base real e procurando transformar a democracia num palco permanente de insinuação”, o PS de Coruche justifica assim o seu voto contra a auditoria apresentada.
Os socialistas relembram que a Assembleia Municipal possui poderes de fiscalização, que, “deve exercer com responsabilidade”, mas que não tem poderes de investigação, que devem pertencer às entidades judiciais.
“Toda e qualquer investigação que venha a ser determinada pelas autoridades competentes contará sempre com a cooperação dos eleitos do PS”, afirmam, acrescentando que “no plano político”, vão continuar a “trabalhar e realizar investimento em Coruche, que promova a fixação da população e dinamize a nossa economia”.
O PS diz estranhar que a auditoria solicitada diga apenas respeito aos últimos 12 anos, e não 24, considerando que por isso que esta apenas tem como objetivo, “produzir ruído político e social”, “alimentado por forças com dificuldades em aceitar os resultados eleitorais e o trabalho realizado em prol de Coruche e dos coruchenses”.
“Todos os documentos de gestão e prestação de contas são públicos e acessíveis”, relembra a concelhia de Coruche do PS.
O PS salienta ainda que o Orçamento de 2026 da Câmara Municipal de Coruche “reforça os mecanismos de informação económico-financeira e mantém a prática, existente há vários mandatos, de contratar auditor externo às contas”.
Reafirmando o compromisso com a transparência, o PS de Coruche conclui que continuará “o seu compromisso com a transparência verdadeira, a defesa das instituições democráticas e do respeito institucional que os coruchenses merecem por parte dos seus representantes”.




