Cuidados Continuados com 500 vagas para internamentos por razões sociais nos hospitais

23 Novembro 2022, 18:22 Não Por Redacção

A Rede Nacional de Cuidados Continuados tem 500 vagas para receber doentes que estão internados em hospitais por razões sociais, isto é, porque ou não têm família ou foram por estas abandonados, anunciou o Ministro da Saúde, Manuel Pizarro à margem da apresentação do Plano Estratégico do Ministério da Saúde: Resposta Sazonal em Saúde – Inverno 2022-2023, em Lisboa.

“Temos já cerca de 500 lugares garantidos que começarão a ser utilizados”, “e vamos tentar alargar este número”, disse, acrescentando que estas vagas resultam do trabalho conjunto com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, com as Misericórdias e com as instituições particulares de solidariedade social.

O Ministro disse também que está a ser atribuída “prioridade à região de Lisboa e Vale do Tejo”, porque é aquela onde “a pressão é maior”, “mas vamos fazer isto um pouco por todo o País, porque também permite que o fluxo dos hospitais funcione melhor”.

A agilização da transição entre a alta hospitalar e a resposta social, alargando a capacidade de resposta do sector social contratado pelo Estado e acelerando assim a saída daqueles que já não necessitam de cuidados hospitalares está integrada no Plano Estratégico, que inclui várias medidas destinadas à população idosa e mais vulnerável.

Inverno

A Secretária de Estado da Promoção da Saúde, Margarida Tavares, afirmou que “as patologias características desta época, desde a covid-19, à gripe ou mesmo o frio, não afectam de igual modo todas as pessoas; as pessoas que vivem em situações de maior vulnerabilidade são mais afectadas, e foram mais afectadas ao longo da pandemia, tal como nas outras épocas de inverno, e por isso têm aqui uma atenção especial”.

Margarida Tavares afirmou que vão continuar a ser “vigiados activamente” os surtos de covid-19 nas estruturas residenciais para idosos ou similares, porque se sabe que “é nos contextos de maior vulnerabilidade que poderão ocorrer desfechos mais desfavoráveis”.

Apoio aos profissionais nos lares

Anunciou também um serviço de telessaúde para apoiar profissionais de referência nas unidades, nas estruturas residenciais para idosos, e equipas específicas de profissionais dos agrupamentos de centros de saúde ou dos hospitais que acorram aos lares de idosos para evitar descompensações e eventuais recursos aos cuidados de saúde.

“E obviamente que queremos melhorar a humanização e a comunicação com os familiares, com os cuidadores das pessoas que estão no serviço de urgência”, salientou.

O Ministro disse igualmente que a linha SNS 24 está a ser reforçada “porque estamos a planear a criação de novas respostas. Uma resposta que eu considero absolutamente inovadora e muito importante é a existência, em cada unidade de internamento de pessoas idosas, de um profissional de referência que se vai conectar a uma funcionalidade própria da linha Saúde 24, onde terá aconselhamento profissional”.

Em algumas situações esse profissional poderá ter aconselhamento médico que permita orientar a situação de pessoas internadas nessas unidades, procurando que o seu problema seja resolvido no local, sem deslocação ao hospital.

Este apoio, além de ser melhor para essa pessoa, “também alivia” o excesso de procura do Serviço Nacional de Saúde, disse o Ministro acrescentando que “não nos podemos esquecer que temos, no conjunto destas unidades, que são quase 4000 no País, mais de 100 000 pessoas idosas a residir”.


Fotografia: Direitos Reservados / GOVPT

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