Caos no Hospital de Santarém com ambulâncias retidas mais de duas horas e doentes nos corredores (com Fotos)

23 Novembro 2022, 19:17 Não Por João Dinis

O Hospital Distrital de Santarém (HDS) viveu esta terça-feira, 23 de Novembro, um verdadeiro caos, sendo inúmeras as ambulâncias retidas na unidade, algumas mais de duas horas, bem como diversos os doentes que se acumulam nos corredores e aguardam tratamento hospitalar.

De acordo com o que o NS apurou, o facto das ambulâncias estarem a ser retidas na unidade hospitalar pode vir a criar constrangimentos e limitações na resposta ao socorro prestado pelos bombeiros, facto confirmado por comandantes de corporações que estão a ser afectadas por essa retenção de meios.

A maior limitação no entanto prende-se com a triagem, onde os doentes estão a aguardar mais de uma hora, esperando depois um período semelhante para abandonarem a maca dos bombeiros e serem transferidos para uma do HDS.

Contactado pelo NS o HDS atribuiu a demora a uma grande afluência verificada esta quarta-feira no Serviço de Urgências, situação que se tem verificado também nos últimos tempos, hoje agravada “por um acidente ocorrido no Cartaxo”.

A demora na triagem, é atribuída pela unidade à greve dos enfermeiros, “que termina hoje à meia-noite”.

A unidade hospitalar refuta a retenção de macas das ambulâncias, referindo que “estão actualmente duas cooperações de bombeiros a aguardar maca, situação que já está a ser resolvida.”

Segundo a unidade hospitalar, pelas 19 horas, existem já macas disponíveis, considerando estes que a situação se encontra normalizada.

Imagens que chegaram à redacção do NS, mostram mais de uma dezena de ambulâncias paradas, até mesmo fora das zonas de parqueamento, bem como diversos doentes nos corredores do Serviço de Urgência do HDS.

Inspecção do INEM atrasa ainda mais

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) esteve também esta quarta-feira, 23 de Novembro, no Hospital de Santarém, onde efectuou algumas acções inspectivas às ambulâncias que ali transportavam doentes, situação que serviu também para atrasar ainda mais a “libertação” das ambulâncias.

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