Coruche vai receber estudantes e investigadores de 15 Universidades do país (com Fotos)

13 Setembro 2022, 20:45 Não Por João Dinis

O Centro Nacional de Competências das Culturas do Milho e Sorgo InovMilho, na Estação Experimental António Teixeira, em Coruche, recebeu esta terça-feira a assinatura de dois protocolos na área do ensino e investigação para a agricultura.

Um deles envolve a Câmara Municipal de Coruche, que irá acolher alunos de 15 academias de ensino universitário e investigação, num programa de estágio que torna a Estação Experimental num centro de ciência dedicado à agricultura, e que envolve também a ANPOC, ANPROMIS, INIAV e a AOP.

A assinatura do protocolo decorreu durante o Dia de Campo da ANPROMIS e contou com as presenças de Maria do Céu Antunes, Ministra da Agricultura e da Alimentação; Francisco Silvestre Oliveira, Presidente da Câmara Municipal de Coruche; Jorge Neves, Presidente da Anpromis; Eduardo Oliveira e Sousa, Presidente da CAP, e Pedro do Carmo, Presidente da Comissão de Agricultura e Mar.

Durante a sua intervenção, Francisco Oliveira, deixou no ar o desejo de ter em Coruche um pólo universitário dedicado à agricultura, considerando que esta pode ser uma “semente embrionária” para a criação de algo de maior dimensão no espaço.

No desejo do autarca “estes protocolos que nós assinamos com um conjunto alargado de universidades, de forma a permitir a realização de estágios na Estação Experimental António Teixeira, pudesse dar de facto lugar à criação de um pólo universitário, porque sabemos que todas as cidades e vilas que têm pólos universitários têm de facto um maior desenvolvimento e maior atractividade na fixação de pessoas.”

Este protocolo, que é um primeiro passo muito importante para a criação de algo de maior dimensão no concelho, visam fazer ”a ligação entre aquilo que é o saber académico com o saber prático, no sentido de capacitar também os nossos estudantes e os futuros técnicos rurais para aquilo que são as práticas agrícolas e, por outro lado, também permitir, obviamente, aos nossos agricultores, de certa forma, ficarem com outra ambiência, que é essa vivência do poder académico, no sentido também do poder aplicar no âmbito das novas tecnologias da inovação”, permitindo “aproximar aquilo que é um conhecimento académico de o conhecimento prático, neste caso na componente agricultura e na componente dos cereais.

Este é um protocolo que não carece de grande investimento para a autarquia, que apenas irá garantir o alojamento aos universitários, estando já a Câmara Municipal de Coruche “a trabalhar no sentido de aqui mesmo, neste espaço, se criarem condições também para esse alojamento, que permita estágios alargados dos estudantes”.

Acho que é bom (este protocolo) não só para o concelho de Coruche, mas obviamente para a região é de uma potência muito grande, assim, este exemplo possa ser replicado noutras regiões”, salientou, acrescentando que tal como referiu na sua intervenção “estes bons exemplos, daquilo que são parcerias entre o poder local e associações de classe, neste caso associações de agricultores representativas de um sector que é milho e o sorgo, poderem criar dinâmicas com empresas privadas no sentido de divulgar, promover o território, promover a nossa agricultura, para que nós possamos ser mais produtivos, mais competitivos e poder, obviamente, caminhar para uma sustentabilidade ao nível da agricultura.”

Coruche tem dois centros de estudo, um ligado ao sector da cortiça e outro ligado ao sector dos cereais, o que no entender de Francisco Oliveira faz todo o sentido, pois “o concelho de Coruche e toda esta região do Vale do Sorraia é uma região agrícola, por natureza e de excelência e como tal, faz todo o sentido que todas as dinâmicas que sejam criadas no sentido de criar estes centros de investigação sejam obviamente direccionados para o sector agrícola e agroflorestal”, sendo este um trabalho continuo que a autarquia faz ”sempre na parceria com aquilo que são os actores do terreno, por forma a que eles é que “sabem da poda”, não é, como se costuma dizer, para que eles próprios encontrem em nós um parceiro que se disponibiliza a colaborar com eles dentro daquilo que são as nossas, as nossas possibilidades.”

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