A aldeia de Valada, no concelho do Cartaxo, está praticamente isolada do concelho do Cartaxo, com a Ponte Rainha D. Amélia a ser a única via rodoviária aberta para entrar e sair da aldeia. Os restantes acessos estão submersos pela água da Vala da Azambuja, que galgou o leito, alagou os campos e foi necessário proceder ao corte das estradas, explicou ao NS o presidente da Câmara, João Heitor.
No interior da aldeia ribeirinha, situada na margem do Tejo, não entrou ainda água, uma vez que o caudal do rio se tem mantido estável, embora as previsões da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil tivessem apontado para um aumento substancial. Ainda assim a aldeia tem sofrido com os cortes de energia provocados pela depressão Kristin. Os ventos fortes, que sopraram a velocidades na ordem dos 150 quilómetros hora, destruíram vários postes de eletricidade e alguns postos de transformação.
Segundo o presidente da Câmara explicou ao NS, a E-REDES está a trabalhar para repor a normalidade do serviço, com algumas zonas de Valada e Porto de Muge a já terem de novo eletricidade, ainda assim não há um prazo para que esteja feita a reposição total.
“Uma das linhas ficou com 23 postos de transformação em baixo e neste momento já só tem três por reparar”, garantiu João Heitor. O autarca informou ainda que a Câmara está garantir a entrega de bens de primeira necessidade e refeições aos habitantes da aldeia com a ajuda do corpo municipal de Bombeiros, cujos veículos conseguem circular entre o Reguengo e Valada.





