O serviço de Urgências do Hospital Distrital de Santarém (HDS), está numa situação de “colapso operacional”, tendo cerca de uma centena de doentes à espera de atendimento médico, chegando a ter cerca de três dezenas de ambulâncias retidas à porta da unidade hospitalar, à espera das macas, uma vez que não existiriam camas suficientes no hospital para receber os doentes.
A situação foi denunciada pela Associação Nacional dos Técnicos de Emergência Médica (ANTEM), que salienta que a situação se verificou desde o início da noite deste sábado, 3 de janeiro, e que “continua sem uma previsão clara de normalização”.
“A falta de capacidade de resposta interna à urgência está diretamente a bloquear ambulâncias no pátio do hospital, deixando equipas de resposta pré-hospitalar e viaturas indisponíveis para responder a novos pedidos de emergência na região”, denuncia a associação, acrescentando que esta situação “está a provocar embaraços significativos na cobertura territorial no que diz respeito à resposta equipas de resposta pré-hospitalar”.
A ANTEM, que diz ter ouvido várias fontes dos corpos dos bombeiros e do INEM, salienta que há várias ambulâncias sem maca, uma vez que os doentes permanecem naqueles equipamentos nas urgências, enquanto aguardam a observação médica.
Pela 1 hora da manhã, e de acordo com os dados disponibilizados pelo Serviço Nacional de Saúde, estavam a aguardar primeira observação médica no Hospital Distrital de Santarém 23 doentes, estando já em observação 58 doentes.
O tempo médio de espera para um doente urgente, era de 1.52 horas, enquanto que para um doente não urgente atingia as 5.13 horas.
Já em observação, o tempo dos doentes em espera era de cerca de 6 horas para doentes urgentes e muito urgentes.





