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Um morto, um ferido e muita destruição à passagem da depressão Kristin na Lezíria do Tejo

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A passagem da depressão Kristin na Lezíria do Tejo, esta quarta-feira, 2 de janeiro, deixou um rasto de destruição, e fica marcada pela morte de um homem com cerca de 40 anos, em Vila Franca de Xira.

O homem, que era distribuidor de pão, viajava na Estrada Nacional 1, na zona de Povos, quando pelas 4.30 horas, uma árvore de grande porte atingiu a carrinha onde seguia, vindo a colhe-lo mortalmente.

Pouco tempo mais tarde, na Estrada Nacional 10, entre Samora Correia e a rotunda do Infantado, um camião foi atingido por um pinheiro. O motorista ficou encarcerado no interior, e acabaria por ser transportado ao Hospital de Vila Fraca de Xira.

No concelho de Alpiarça há registo de uma pessoa desalojada, depois da sua casa ter sido atingida pelo mau tempo e ter ficado sem condições de habitabilidade.

O balanço foi feito por fonte do Comando Sub-Regional da Proteção Civil da Lezíria do Tejo, que descreveu um cenário de forte pressão sobre os meios de socorro em praticamente todos os concelhos da região.

“Os primeiros efeitos começaram a sentir se a partir da meia noite, com algum vento e precipitação ainda sem grande intensidade. O grande volume das ocorrências surgiu depois das quatro da manhã, quando entraram rajadas muito fortes que afetaram todos os municípios”, explicou a mesma fonte.

Entre os concelhos mais afetados está a Chamusca, onde várias localidades ficaram sem energia elétrica. “Temos zonas inteiras sem fornecimento de eletricidade e estamos a articular com as entidades responsáveis para perceber a origem das falhas e acelerar a reposição do serviço”, referiu.

Também Alpiarça e Almeirim registaram um número elevado de situações, sobretudo relacionadas com árvores caídas e vias bloqueadas. “Há muitas estradas obstruídas e muito trabalho de desobstrução ainda por fazer”, acrescentou.

No concelho do Cartaxo, uma localidade ficou temporariamente isolada devido a problemas numa ponte, obrigando a ações de apoio à população. “Foi necessário garantir apoio domiciliário a uma aldeia que ficou sem acesso, numa situação que está a ser acompanhada no terreno”, indicou.

Já em Rio Maior, a Proteção Civil destacou uma ocorrência considerada sensível. “Tivemos uma fuga de gás num depósito do Centro de Saúde de Rio Maior. A unidade teve de ser evacuada e não foi possível conter a fuga de imediato”, revelou a fonte, sublinhando que a situação obrigou ao encerramento temporário do edifício por razões de segurança.

Além dos danos visíveis, multiplicam se os problemas em infraestruturas essenciais. “Temos muitos cortes de linhas aéreas, quer de comunicações quer de eletricidade, um pouco por toda a região. Isso está a mobilizar muitos meios dos bombeiros e dos serviços municipais de proteção civil”, disse.

A evolução da situação hidrológica é outra das preocupações. “Estamos a registar um aumento dos caudais do Tejo. Os solos estão saturados e a água aproxima se do limite de contenção do rio. Qualquer descarga adicional pode levar ao galgamento das margens, por isso mantemos uma monitorização permanente”, afirmou.

A Proteção Civil deixa ainda um alerta à população para o respeito pela sinalização nas estradas. “Muitos dos salvamentos que fizemos resultaram de circulação em vias que já estavam cortadas ou condicionadas. Quando a sinalização é desrespeitada, o risco aumenta muito”, avisou.

Apesar de uma melhoria temporária do estado do tempo durante o dia, os operacionais mantêm se em alerta. “O dia está a ajudar porque não temos vento nem chuva neste momento, mas há ainda muito trabalho de desobstrução e prevê se novo episódio de chuva e vento durante a noite. Com os solos tão encharcados, isso pode originar mais ocorrências”, concluiu a mesma fonte.

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