Um mês depois das cheias Câmara de Coruche ainda não sabe porque entrou tanta água na zona histórica

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Um mês depois daquela que foi talvez a maior cheia registada no rio Sorraia, a 5 de fevereiro, a Câmara Municipal de Coruche não consegue ainda encontrar explicação para toda a água que entrou na zona histórica da vila de Coruche, tendo em conta que o sistema, implementando em 2005, com a construção do dique de proteção, novas condutas de saneamento e emissário, deveriam ter impedido a entrada de água no volume verificado.

Na última reunião de câmara do executivo, Nuno Azevedo (PS), presidente da Câmara Municipal de Coruche, referiu que de acordo com a informação das Águas do Ribatejo, entidade que gere o emissário, as bombas ali existentes estariam a funcionar durante o dia da cheia, mas informou igualmente que ainda não reuniu com a entidade de modo a apurar o que terá corrido mal neste processo.

Nuno Azevedo, referiu ainda que o sistema de condutas na zona histórica é complexo, e que a autarquia está ainda a tentar perceber o seu funcionamento, pelo que não conseguem ainda ter uma explicação para o que possa ter corrido mal e a água ter atingido níveis que se julgavam impensáveis após as obras de requalificação da margem direita do rio Sorraia.

A oposição, movimento Volta e PSD, criticaram nessa reunião, o facto de nos últimos anos não ter sido realizado um simulacro que permitisse antecipar situações semelhantes à ocorrida a 5 de fevereiro, considerando ainda que a articulação entre os vários agentes da Proteção Civil não foi a melhor, o que poderia ter colocado em causa o socorro à população.

O movimento Volta, criticou igualmente o facto dos Bombeiros Municipais de Coruche terem ultrapassado esta fase, sem terem um barco, equipamento que seria fundamental para socorrer a população.

Recorde-se que a 5 de fevereiro, e na sequência das várias tempestades que assolaram o país, o rio Sorraia registou aquela que provavelmente foi a maior cheia, superando mesmo a de 1979.

De acordo com os dados oficiais, na noite e madrugada de 5 de fevereiro foi registada uma altura de 18,65 metros, 15 centímetros mais que a maior cheia de sempre registada, em 1979.

Embora o marcador esteja agora localizado num ponto diferente, junto ao cais no Parque do Sorraia, enquanto que anteriormente estava próximo das bombas de combustível da Avenida do Sorraia, há também registo de alturas mais elevadas em alguns edifícios na margem esquerda do Sorraia, o que atesta que esta pode ter mesmo sido a maior cheia verificada nas ruas de Coruche.

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