Uma dezena de inspetores da Unidade Nacional Contra a Corrupção da Polícia Judiciária (PJ), entrou pelas 9.30 horas nas instalações da Câmara Municipal de Coruche, com o objetivo de recolher informação que visa esclarecer as suspeitas que dizem respeito à contratação pública da autarquia e na utilização de fundos comunitários.
Fonte oficial da PJ apenas confirmou ao NS a realização das buscas, não esclarecendo o que está em causa.
De acordo com o que o NS conseguiu apurar, os inspetores da PJ “passaram a pente fino” o Gabinete do Presidente, a Contabilidade e a Contratação Pública, estes dois últimos setores que se encontram no primeiro andar da Biblioteca Municipal.
Em causa, poderão estar duas obras e os fundos comunitários da Estratégia PROVERE Montado de Sobro e Cortiça, informações que em breve poderão vir a ser confirmadas.
Em comunicado, a Câmara Municipal de Coruche confirma as diligências da PJ, que “resultou a recolha de documentação para análise”, salientando que se encontra “a colaborar integralmente com as autoridades”, mantendo “total disponibilidade para prestar todos os esclarecimentos solicitados”.
A autarquia que assume manter um compromisso firme com a transparência, revela estranhar que a operação “foi divulgada publicamente antes da entrada da Polícia Judiciária nas instalações dos Paços do Concelho e já com referência ao âmbito das diligências”, facto que dizem estranhar.
De momento não há registo de detenções.
A autarquia é presidida por Nuno José Azevedo (PS), eleito nas autárquicas de outubro e que sucede a Francisco Oliveira. O Partido Socialista obteve 32% dos votos e três mandatos, o mesmo número de eleitos do movimento independente “Volta Coruche”, liderado por Dionísio Mendes, antigo presidente da câmara eleito anteriormente pelo PS.








