A Unidade Local de Saúde da Lezíria (ULS Lezíria) reforçou a sua resposta na área da saúde mental com a aquisição de uma nova viatura elétrica para a Equipa Comunitária de Saúde Mental, num investimento de cerca de 30 mil euros. O financiamento foi assegurado pelo Programa de Apoio à Diferenciação das Equipas Comunitárias de Saúde Mental, PADEC, criado pela Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mental.
De acordo com a nota de imprensa, o objetivo é intensificar a presença das equipas no território e garantir “cuidados mais próximos, personalizados e contínuos”, reforçando a intervenção junto das populações abrangidas.
As Equipas Comunitárias de Saúde Mental têm como missão assegurar cuidados especializados na comunidade, dirigidos a uma população definida por área geográfica. A sua atuação baseia-se na proximidade às pessoas e às famílias, promovendo intervenções integradas que articulam acessibilidade e qualidade técnica, no âmbito do Serviço de Psiquiatria da ULS Lezíria.
O presidente do Conselho de Administração da ULS Lezíria, Pedro Marques, sublinha que “este investimento, viabilizado pelo financiamento do PADEC, traduz-se numa resposta concreta a necessidades reais da população, reforçando a proximidade, a efetividade e a qualidade dos cuidados prestados pelos nossos profissionais”.
No âmbito deste reforço foi igualmente criada uma segunda Equipa Comunitária de Saúde Mental, permitindo reorganizar a intervenção territorial e melhorar a acessibilidade aos cuidados. A diretora do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental, Nazaré Matos, considera que “as ECSM representam uma transformação estrutural no modelo de prestação de cuidados de saúde mental em Portugal, em consonância com o Plano Nacional de Saúde Mental e com o Decreto-Lei n.º 113/2021”.
A responsável acrescenta que a intervenção destas equipas “assenta na prestação de cuidados especializados, contínuos e de proximidade, promovendo a integração na comunidade e a recuperação funcional das pessoas com doença mental grave”. Destaca ainda que “a presença mais regular das ECSM permitirá a identificação precoce de sinais de agravamento da doença e a intervenção atempada em situações de crise, prevenindo a evolução para quadros clínicos mais graves e reduzindo a necessidade de internamentos prolongados”.
Para a enfermeira gestora do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental, Carla Ferreira, “a criação de uma segunda ECSM vai reforçar a acessibilidade aos cuidados na comunidade, garantindo maior continuidade no acompanhamento das pessoas com doença mental, promovendo um acompanhamento mais próximo, a recuperação e a integração familiar e social dos utentes e fortalecendo a resposta comunitária em saúde mental na região”.
Com a reorganização agora implementada, a Equipa 1 passa a abranger os concelhos do Cartaxo, Rio Maior e Santarém, enquanto a Equipa 2 ficará responsável por Almeirim, Alpiarça, Chamusca, Coruche, Golegã e Salvaterra de Magos.
As equipas irão ainda dinamizar oficinas de reabilitação cognitiva através do sistema Rehacom, em articulação com os Cuidados de Saúde Primários, municípios, juntas de freguesia e com a Associação r.INseRIR.





