A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) classificou as medidas de apoio anunciadas pelo Governo para mitigar os efeitos da tempestade Kristin como “uma resposta lógica e necessária” e disse ser “fundamental” que sejam aplicadas rapidamente.
Num comunicado, hoje divulgado, a CTP indicou que “tem estado em permanente contacto com as associações e empresas, em particular na região Centro”, salientando que, ainda que sem dados concretos, a informação disponível “aponta para consequências ao nível da hotelaria e da restauração”.
Estas consequências devem-se, sobretudo, a “inundações e às dificuldades resultantes da interrupção do fornecimento de energia elétrica em várias zonas, nomeadamente no Centro do país.
“Atendendo às previsões meteorológicas para os próximos dias e ao prolongamento do estado de calamidade até 08 de fevereiro, a CTP continuará atenta à evolução da situação e em estreita articulação com as associações e empresários do setor do turismo”, referiu Francisco Calheiros, presidente da CTP, citado na mesma nota.
A organização referiu ainda que considera “que o conjunto de 15 medidas de apoio anunciadas pelo Governo constitui uma resposta lógica e necessária para mitigar os impactos da tempestade Kristin”, no apoio a famílias, empresas, postos de trabalho, bem como na recuperação das zonas afetadas.
“Será agora fundamental que estas medidas sejam implementadas de forma rápida e eficaz, garantindo uma resposta célere às necessidades no terreno”, afirmou Francisco Calheiros.
Nove pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois três óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.




