Doze cidadãos estrangeiros suspeitos de pertencerem a uma rede internacional de crime organizado que se dedicava à produção de grandes quantidades de canabis foram detidos pela Polícia Judiciária nas zonas de Braga, Porto e Aveiro, segundo o comunicado emitido pela PJ. Ao que o NS apurou estes 12 suspeitos detidos no Norte do país foram os responsáveis pelas instalações montadas na panificadora de Alcanhões, detetadas a 21 de janeiro de 2025 pela GNR.
A investigadores da GNR de Santarém não conseguiram identificar qualquer suspeito ligado à criação das instalações de distribuição de produto estupefaciente e a investigação acabou por transitar para a Polícia Judiciária, orgão de polícia criminal com a competência exclusiva para investigar este tipo de crimes, uma vez que se trataria de criminalidade organizada.
Segundo o NS apurou, uma vez descoberta a operação em território escalabitano, os suspeitos fugiram da zona e estabeleceram-se no Norte do país. A operação acabou por ser desmantelada pela Polícia Judiciária. Para além da detenção destes suspeitos foram apreendidos 190 Kg de canábis devidamente tratada e acondicionada em embalagens a vácuo, que “atendendo à quantidade e grau de pureza, estima-se que dariam para cerca de 900 mil doses individuais”, cinco mil plantas de canábis e inúmeros equipamentos utilizados para a produção “daquele tipo de estupefaciente canabis em ambiente de luminosidade, temperatura e humidade controlado, “sendo de destacar o elevado nível de sofisticação das estruturas desmanteladas”, refere o comunicado da PJ.
Foram ainda desmanteladas duas unidades de produção de canábis em grande escala, instaladas em dois armazéns de grandes dimensões nos distritos do Porto e de Aveiro, muito similares ao que foi descoberto na panificadora de Alcanhões.
Relembre que a unidade de produção foi descoberta após relatos de quebras de energia elétrica na zona de Alcanhões, uma vez que a aparelhagem era alimentada através de uma puxada ilegal da rede pública. Os técnicos da E-REDES estiveram no local e depararam-se com a situação tendo reportado às autoridades. Um cheiro forte a canabis também foi várias vezes denunciado pelos vizinhos às autoridades.
Segundo alguns vizinhos o edifício sofreu alterações nos muros que delimitam a frente da propriedade, quando, há cerca de três anos, os muros foram subidos e colocadas as chapas metálicas que se podem ver nas imagens que acompanham esta notícia. Segundo o testemunho destes vizinhos, foram cidadãos de aparência característica dos países asiáticos que fizeram a instalação.
Alguns vizinhos relatam ainda que avistaram em várias ocasiões veículos a entrar e a sair do espaço durante a madrugada.
Pedro Esteves, presidente da Junta de Freguesia de Alcanhões, explicou ao NS que o rumor que sempre correu na vila é que o edifício teria sido adquirido por indivíduos de nacionalidade chinesa para a construção de uma superfície comercial, uma “loja do chinês”, como são comumente conhecidas.





