Torres Novas será palco, no próximo dia 8 de Março, da Manifestação Nacional de Mulheres, promovida pelo Núcleo Distrital de Santarém do Movimento Democrático de Mulheres, integrada numa mobilização que decorrerá em 16 localidades de norte a sul do país.
Sob o lema “Vida com dignidade. Direitos com igualdade”, a concentração está marcada para as 14h30, no Jardim Parque da Liberdade, na Rua Outeiro do Fogo. A iniciativa pretende afirmar-se como “um momento de unidade, luta e reivindicação pelos direitos das mulheres”, num contexto que a organização considera particularmente exigente.
De acordo com a nota de imprensa divulgada, a manifestação realiza-se “num contexto de agravamento do custo de vida, precariedade laboral, degradação dos serviços públicos e persistência de múltiplas formas de violência e discriminação”, situação que, segundo o MDM, continua a penalizar de forma mais acentuada as mulheres.
O documento sublinha que “as mulheres recusam continuar a ser as mais penalizadas”, apontando como problemas centrais a desigualdade salarial, a sobrecarga da organização da vida familiar, os horários desregulados e a dificuldade de acesso à habitação e aos cuidados de saúde. A organização alerta ainda para “a banalização da violência, na esfera doméstica, no namoro, no espaço público e digital”, defendendo que estas realidades “exigem respostas públicas firmes e políticas consequentes”.
O Núcleo Distrital de Santarém do MDM denuncia igualmente que “as mulheres são particularmente afetadas pela destruição e desinvestimento nos serviços públicos essenciais”, nomeadamente na saúde, segurança social, educação e equipamentos de apoio às famílias. Segundo a nota, esta situação “reforça desigualdades e fragiliza direitos fundamentais consagrados na Constituição da República Portuguesa”.
Durante a Manifestação Nacional de Mulheres serão reafirmadas várias reivindicações consideradas prioritárias. Entre elas, a “defesa do Serviço Nacional de Saúde e da saúde sexual e reprodutiva”, “salários dignos e combate à precariedade”, “redução do horário semanal de trabalho e respeito pelos direitos na maternidade” e o “combate a todas as formas de violência e à mercantilização do corpo das mulheres”.
A lista de exigências inclui ainda a “defesa da Escola Pública”, o “direito à habitação digna” e a “defesa da paz e investimento nas condições de vida da população”.
No apelo à mobilização, o MDM convoca “mulheres de todas as idades e realidades” a participarem na iniciativa, sublinhando que “enquanto os direitos não existirem plenamente na vida, exigem-se na rua”.
A organização garante que, no Dia Internacional da Mulher, em Torres Novas, “as mulheres sairão à rua para afirmar que não aceitam retrocessos, não aceitam ficar para trás e não aceitam que os seus direitos sejam adiados”, reforçando a dimensão reivindicativa da data e a necessidade de políticas públicas que assegurem igualdade efectiva e condições de vida dignas.





