As tempestades, seguidas das cheias, das últimas semanas, sobretudo durante o mês de fevereiro, deixaram o rasto de cerca de 4 milhões de euros de prejuízos no concelho de Salvaterra de Magos.
Entre espaço público e privado, a Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, tem identificados um conjunto de locais, que embora os valores finais ainda não estejam apurados, vão já em valores acima dos 3 milhões de euros.
No espaço do domínio público o Cais do Escaroupim é o equipamento mais afetado, tendo que ser totalmente reconstruído, depois da água do Tejo ter danificado toda a instalação, que serve pescadores, e sobretudo, os agentes turísticos que realizam os cruzeiros no Tejo.
Helena Neves, Presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, referiu esta quarta-feira, em reunião de câmara, que a autarquia está a trabalhar em parceria com os agentes privados, para, primeiro, encontrar uma solução que permita os agentes turísticos terem uma solução transitória, privilegiando sempre a segurança.
O Município lançou já um concurso público para a reconstrução do Cais do Escaroupim, aproveitando a ocasião para o modernizar e tornar mais resiliente a este tipo de fenómenos naturais.
Só em reparações de estradas e estradões, informou a autarca, o Município de Salvaterra de Magos já gastou cerca de 300 mil euros, e ainda existem muitos locais que vão necessitar de reparações.
Na plataforma criada pela CCDR de Lisboa e Vale do Tejo estão também registados prejuízos de particulares. Em primeiras habitações, no concelho de Salvaterra de Magos, foram registados prejuízos em 21 habitações, que totalizam cerca de 116 mil euros.
No setor agrícola, no concelho de Salvaterra de Magos estão, para já, registados prejuízos de 2,247 milhões de euros.




