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Tempestades causam mais de 15 milhões de euros em prejuízos e deixam 40 pessoas deslocadas em Vila Franca de Xira

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O concelho de Vila Franca de Xira continua a recuperar dos efeitos das recentes tempestades e cheias que atingiram o país, com danos já estimados em mais de 15 milhões de euros. O balanço foi feito pelo presidente da Câmara Municipal, Fernando Paulo Ferreira, que admite que o valor poderá ainda aumentar à medida que forem sendo concluídas as avaliações técnicas no terreno.

“Estamos ainda a fazer a contabilização total, sobretudo no que diz respeito às encostas, nas zonas mais montanhosas que começaram a deslizar”, explicou o autarca. Segundo indicou, várias áreas foram afetadas por movimentos de terras, algumas habitações sofreram danos e há ainda moradores que não conseguiram regressar às suas casas.

As infraestruturas rodoviárias estão igualmente entre as mais atingidas. “Temos muitas estradas afetadas, algumas cortadas, outras com uma das faixas muito condicionada”, referiu, acrescentando que os serviços municipais continuam no terreno a avaliar situações de risco e a implementar medidas de segurança.

O presidente da Câmara recordou que, logo no início do episódio de mau tempo, apontou para um cenário de prejuízos na ordem dos 15 milhões de euros. “Não só não andamos longe como já estamos a ultrapassar os 15 milhões”, afirmou, sublinhando que o número poderá crescer à medida que forem apurados novos danos, sobretudo em zonas de instabilidade geológica.

No plano social, cerca de 40 pessoas continuam deslocadas. “Estamos a falar à volta de umas 40 pessoas que ainda não regressaram às suas casas”, revelou Fernando Paulo Ferreira, explicando que a prioridade tem sido garantir condições de segurança antes de permitir o regresso das famílias.

O autarca alertou, no entanto, que a avaliação definitiva dos estragos e dos riscos só poderá ser feita quando as condições meteorológicas permitirem. “A contabilização total, quer dos danos quer sobretudo dos riscos, só se conseguirá fazer quando os terrenos secarem”, frisou. Deu como exemplo uma zona, no Sobralinho, que teve de ser isolada e evacuada, onde apenas será possível realizar uma análise geológica rigorosa quando o solo estiver estabilizado. “Só se consegue fazer uma verdadeira análise do estado do terreno quando ele estiver seco e não está.”

Fernando Paulo Ferreira admite, por isso, que o processo de recuperação será faseado e poderá sofrer atrasos. “A recuperação muitas vezes tem de começar mais tarde, porque não é o momento ainda de começar a remexer aquelas terras”, explicou, alertando para o risco de intervenções prematuras agravarem a instabilidade.

No plano político e institucional, o presidente da Câmara manifestou expectativa quanto ao apoio do Governo na recuperação das infraestruturas municipais. “Vamos ver se o Governo também se chega à frente para ajudar os municípios a recuperar as suas infraestruturas, que são infraestruturas do país”, afirmou.

O autarca chamou ainda a atenção para a diferença de enquadramento entre concelhos classificados em estado de calamidade e outros, como Vila Franca de Xira, que ficaram em estado de contingência. “Estamos ao lado do concelho de Arruda, que estava em calamidade. Temos pessoas que praticamente são vizinhas umas das outras e de um lado podiam aceder a apoios e do outro lado não podiam”, observou.

Fernando Paulo Ferreira considera que a recente decisão do Governo de alargar mecanismos de apoio vai ao encontro das preocupações transmitidas por vários autarcas. “É importante conseguir pôr o país a recuperar do que foram estes dias horríveis. Foram, de facto, dias de grande tempestade”, concluiu.

Enquanto decorrem as avaliações técnicas e se aguardam apoios financeiros, o município mantém o acompanhamento às famílias afetadas e a monitorização permanente das zonas de maior risco, num processo que se antevê prolongado e exigente para o concelho.

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