Teatro Sá da Bandeira propõe viagem entre Portugal e o mundo na programação de abril e maio

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O Teatro Sá da Bandeira, em Santarém, apresenta nos meses de abril e maio uma programação que cruza música, teatro, dança e cinema, convidando o público a refletir sobre a história recente de Portugal e a abrir-se a diferentes linguagens artísticas vindas de várias geografias.

De acordo com a nota de imprensa divulgada pelo teatro, depois de um primeiro trimestre centrado na comunidade e na reflexão sobre o feminino, a programação do segundo trimestre desafia o público a percorrer novos caminhos culturais. “Se no primeiro trimestre o TSB se focou na comunidade, no amor e na reflexão sobre o feminino, em abril e maio a programação propõe uma viagem entre o País e o Mundo”, refere o documento.

A mesma nota acrescenta que a proposta cultural parte da música e do teatro para pensar o passado e o presente do país. “Convidamos à reflexão sobre a história recente de Portugal e os caminhos que nos trouxeram até aqui, desde as vozes que ajudaram a construir a Liberdade que hoje habitamos, às vozes que continuam a questionar de que forma vivemos este Portugal Democrático.”

Abril marcado pela memória da liberdade

Abril, mês em que se assinala a Revolução dos Cravos, será dedicado à evocação da liberdade e da democracia. A programação inclui concertos e espetáculos que revisitam momentos e vozes marcantes da história recente portuguesa.

No dia 10 de abril, os pianistas Mário Laginha e Pedro Burmester sobem ao palco do Teatro Sá da Bandeira para um concerto a dois pianos. O espetáculo, que começa às 21h30, inclui obras do repertório do duo e interpretações de temas de autores como Fausto Bordalo Dias, José Afonso, José Mário Branco e Sérgio Godinho, com arranjos adaptados para dois pianos.

No dia seguinte, 11 de abril, o músico B Fachada apresenta o espetáculo “B Fachada canta Zeca Afonso”. O cantor assume-se como “parte da primeira geração a crescer com a memória de José Afonso”, recordando que as canções do autor de “Grândola, Vila Morena” continuam atuais. Segundo o próprio, a música de José Afonso “continua relevante em toda a sua plenitude” e “não se resume ao período revolucionário que culminou no 25 de Abril de 1974”.

A programação prossegue a 17 de abril com o espetáculo de teatro documental “Portugal não é um país pequeno”, da companhia Hotel Europa. A peça reflete sobre a ditadura e a presença portuguesa em África, recorrendo a testemunhos reais recolhidos junto de antigos colonos. O texto foi criado a partir de um processo de verbatim, reproduzindo fielmente as palavras das pessoas entrevistadas.

No dia 18 de abril, a rapper Capicua apresenta o concerto baseado no álbum “Um gelado antes do fim do mundo”. O trabalho é descrito como um disco sobre o tempo presente, abordando “a sobrevivência da poesia num mundo em colapso” e a procura de “futuro, de utopia e de esperança”, celebrando a força da palavra e da música.

Maio abre portas ao mundo

Em maio, o Teatro Sá da Bandeira aposta na diversidade artística e no diálogo com diferentes linguagens criativas. “Abriremos também as portas ao mundo, às suas linguagens e inquietações contemporâneas, numa programação que cruza criação artística, dança, música e cinema internacional”, refere a nota de imprensa.

Entre 4 e 8 de maio, a artista Gaya de Medeiros inicia em Santarém uma residência artística para a criação do espetáculo “Boba da Corte”, com estreia prevista para 2027. Durante essa semana serão realizados um workshop de corpo e dança, dirigido à comunidade e a artistas locais, e uma oficina de cozinha brasileira intitulada “Pão Pão Queijo Queijo”. O projeto integra uma coprodução da Artemrede e envolve vários municípios ao longo de um processo de criação que decorrerá durante um ano.

No dia 15 de maio, sobe ao palco o espetáculo de dança “Gate 57”, que propõe uma viagem por memórias coletivas ao som de clássicos do rock’n’roll interpretados por artistas como Chuck Berry, Ray Charles ou Billie Holiday. A criação convida o público a desacelerar e a refletir sobre “o valor das pequenas coisas”, evocando uma época em que a conexão humana era central.

A música regressa a 22 de maio com o concerto da cantora emmy Curl, que atuará pela primeira vez em Santarém. A artista apresentará um espetáculo que combina sonoridades contemporâneas com referências à tradição portuguesa e que contará, em alguns momentos, com a participação de um coro de jovens do Conservatório de Música de Santarém. O seu álbum “Pastoral” venceu em 2025 o Prémio José Afonso.

Cinema fecha programação do trimestre

O mês termina com a 19.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Santarém (FICS), que decorre entre 25 e 31 de maio no Teatro Sá da Bandeira. O festival, descrito como “um festival da terra, pela Terra”, destaca-se pela temática agrícola e ambiental.

Segundo a organização, a edição deste ano recebeu 276 filmes provenientes de 47 países, demonstrando “o alcance internacional que o festival continua a conquistar e a confiança da comunidade cinematográfica nacional e internacional no FICS”.

O Teatro Sá da Bandeira encerra assim o segundo trimestre com um convite à participação cultural e ao diálogo entre comunidades e geografias. Como sublinha a nota de imprensa, a programação procura cruzar “as memórias que permanecem vivas e as novas vozes que questionam o presente”, convidando o público a viajar “por Portugal e pelo Mundo”.

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