“O Teatro Sá da Bandeira é Casa e a Porta está Aberta!” é o mote que orienta a programação de 2026 do Teatro Sá da Bandeira, em Santarém, cuja agenda para os meses de janeiro, fevereiro e março foi agora divulgada. Segundo o anuncio da programação, o teatro assume se como “um espaço atento ao mundo, às suas tensões e transformações diárias, às memórias que nos unem e à forma como habitamos o espaço comum”.
De acordo com a mesma nota, a programação de 2026 é pensada como “uma viagem entre memória e futuro”, convidando toda a comunidade a embarcar numa experiência artística marcada pela descoberta, pelo riso e pelo encantamento. O Teatro Sá da Bandeira afirma-se assim como “Casa para Todos”, acolhendo estruturas artísticas estabelecidas, novos criadores e agentes culturais locais, ao mesmo tempo que reforça a ligação aos estabelecimentos de ensino do concelho. O comunicado sublinha que esta aposta resulta da convicção de que “o encontro com a arte desde a infância molda cidadãos mais preparados para enfrentar e descodificar o futuro”.
Janeiro abre o ano com música, comunidade e identidade
O mês de janeiro marca o início da programação de 2026 com propostas que cruzam música, teatro e participação comunitária. Segundo o comunicado, trata-se de um mês que “celebra um novo ciclo, a solidariedade em comunidade e a necessidade de escutarmos o vizinho do lado”.
O tradicional Concerto de Ano Novo, a realizar no CNEMA, volta a unir a comunidade em torno de uma causa solidária, com um repertório de valsas vienenses e polkas. No dia 17 de janeiro, o espetáculo Anoitecer sobe ao palco do Teatro Sá da Bandeira para celebrar a diversidade cultural através de histórias reais de pessoas de origem não portuguesa que vivem em Santarém. A criação da Companhia Cem Palcos, que cruza teatro e música ao vivo, reúne diferentes gerações, línguas e memórias, num projeto que, segundo o comunicado, é dedicado “à partilha, à escuta e ao encontro”.
Ainda em janeiro, o teatro recebe um concerto intimista de Carolina Deslandes, num formato de voz e guitarra, descrito como um momento de proximidade e emoção, “resgatando a força da voz e das palavras que diariamente nos unem”. O mês termina com Lilith, um espetáculo de teatro que revisita a figura mítica da primeira mulher, abordando temas como a insubmissão, a invisibilidade feminina e as tensões que atravessam a vida contemporânea.
Fevereiro dedicado ao amor nas suas múltiplas formas
Em fevereiro, a programação centra-se no amor, nas suas origens, conflitos e desfechos. O comunicado refere que este mês aborda “desde o início das paixões às descobertas em conjunto, aos momentos mais tensos e ao fim das relações amorosas”.
O espetáculo O Amor é Fodido, de João Garcia Miguel, inspirado na obra de Miguel Esteves Cardoso, propõe um monólogo tragicómico que percorre os labirintos das relações humanas. Segue-se Murmúrios de Pedro e Inês, da companhia Dança em Diálogos, que revisita pela dança uma das mais emblemáticas histórias de amor da cultura portuguesa. O mês encerra com A Primeira Vez, de Tiago Correia, um retrato sensível da juventude, onde dois jovens encontram na intimidade da relação um espaço de refúgio e descoberta.
Março reflete sobre o feminino, o teatro e a infância
O mês de março propõe, segundo o comunicado, “unir a comunidade numa reflexão acerca do feminino”, com uma programação que vai dos clássicos à criação contemporânea. Por ocasião do Dia Internacional da Mulher, o teatro acolhe a ocupação multidisciplinar Nem Rosas Nem Bombons, uma cocuradoria de Sara Carinhas e Tiago Fernandes que pretende celebrar a existência feminina através de conversas, oficinas, espetáculos e momentos de celebração coletiva.
Segue se Carmen, pela companhia Barcelona Flamenco Ballet, uma adaptação contemporânea da ópera de Georges Bizet que, de acordo com o comunicado, celebra “a coragem feminina num mundo ainda desigual”. No Dia Mundial do Teatro, o palco recebe Menina Júlia, numa adaptação contemporânea do clássico que explora o choque de classes, o desejo e os conflitos de poder.
O primeiro trimestre termina com Cabe mais um?, espetáculo para famílias apresentado pelo Teatro Nacional D. Maria II, integrado no projeto Boca Aberta, que questiona a hospitalidade e a convivência em comum. Segundo o comunicado, fecha-se assim este primeiro ciclo com “a expectativa de fortalecer a relação com o público para as propostas de programação preparadas para os restantes meses de 2026”.
A programação do Teatro Sá da Bandeira conta com o apoio da República Portuguesa, Cultura, Juventude e Desporto, da DGARTES e da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses, afirmando o teatro como um espaço central de encontro, reflexão e criação artística na cidade de Santarém.





