O Teatro Sá da Bandeira, em Santarém, apresentou a programação para os meses de janeiro, fevereiro e março de 2026, sob o mote “O Teatro Sá da Bandeira é Casa e a Porta está Aberta”, expressão que orienta toda a visão artística do equipamento municipal para este ano.
Segundo o próprio teatro, trata-se de “uma viagem entre memória e futuro para a qual convidamos toda a comunidade a embarcar, a descobrir, a rir e encantar-se com o mundo à sua volta”. A programação assume-se como plural e inclusiva, com o objetivo de fazer do espaço uma casa aberta a todos, acolhendo estruturas estabelecidas, novos criadores, agentes culturais locais e reforçando a relação com as escolas do concelho. Como refere o comunicado, “acreditamos que o encontro com a arte desde a infância molda cidadãos mais preparados para enfrentar e descodificar o futuro”.
Em janeiro, o Teatro Sá da Bandeira propõe um mês centrado na comunidade, nos afetos e na diversidade cultural. O habitual Concerto de Ano Novo, no CNEMA, abriu o ciclo com uma dimensão solidária. Seguiu-se o espetáculo Anoitecer, da Companhia Cem Palcos, que envolve a comunidade imigrante residente em Santarém num processo de criação artística baseado em histórias reais de vida. No dia 23 de janeiro, Carolina Deslandes apresenta um concerto intimista de voz e guitarra. O mês termina com Lilith, uma reflexão teatral sobre a insubmissão feminina e a invisibilidade das mulheres na sociedade contemporânea.
Fevereiro é dedicado ao amor nas suas múltiplas faces. A programação inclui O Amor é Fodido, de João Garcia Miguel, Murmúrios de Pedro e Inês, um bailado sobre a célebre história de amor portuguesa, e A Primeira Vez, de Tiago Correia, que retrata a vulnerabilidade e descoberta da juventude.
Em março, o Teatro Sá da Bandeira coloca o feminino no centro do palco. Entre 6 e 8 de março decorre Nem Rosas Nem Bombons, uma ocupação multidisciplinar que propõe conversas, oficinas e espetáculos em torno da existência feminina, numa lógica de partilha e reflexão coletiva. No dia 13 de março, o Barcelona Flamenco Ballet apresenta Carmen, numa versão contemporânea da obra de Bizet que cruza flamenco, música clássica e dança moderna. A 27 de março, no Dia Mundial do Teatro, sobe à cena Menina Júlia, de August Strindberg, numa coprodução com o Teatro da Trindade e a companhia Lama Teatro. No dia seguinte, 28 de março, o Teatro Nacional D. Maria II traz a Santarém o espetáculo infantil Cabe mais um?, integrado no projeto Boca Aberta.
O Teatro Sá da Bandeira sublinha que este primeiro trimestre pretende “fortalecer a relação com o público para as propostas de programação que estão preparadas para os restantes meses de 2026”.
A programação conta com o apoio da República Portuguesa, através da Direção-Geral das Artes, e da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.
O teatro funciona ao público de terça a sexta-feira, das 10h00 às 12h00 e das 14h00 às 16h00. Nos dias de espetáculo fora deste horário, a bilheteira abre uma hora antes. Os bilhetes podem também ser adquiridos online na BOL ou nas lojas FNAC e Worten.





