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Suspeitos dos assaltos aos bancos em Samora Correia e Cartaxo detidos pela Judiciária

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A Polícia Judiciária (PJ), anunciou esta quinta-feira, 10 de abril, a detenção de dois homens com 40 e 44 anos, que são suspeitos, de entre outros, terem realizados os assaltos às dependências bancárias em Samora Correia e Vila Chã de Ourique, no Cartaxo.

A 10 de maio do ano passado, os suspeitos entraram na dependência do Novo Banco, em Samora Correia, onde sequestraram os funcionários e um cliente, tendo conseguido levar cerca de 300 mil euros.

Por sua vez a 29 de novembro de 2024, na delegação da Caixa de Crédito Agrícola de Vila Chã de Ourique, no Cartaxo, os homens agiram de forma semelhante, tendo aí conseguido levar um montante não divulgado na altura.

De acordo com a PJ, em comunicado, os dois homens são de nacionalidade estrangeira, e serão alegadamente responsáveis “pela autoria de vários crimes de roubo em instituições bancárias, com recurso a arma de fogo, ocorridos entre julho de 2023 e abril de 2025, que lhes terá rendido cerca de 600 mil euros.”

Os suspeitos, que eram procurados por toda a Europa, com mandado de detenção europeu, emitido pelas autoridades portuguesas, pela prática de múltiplos crimes de roubo, com recurso a arma de fogo, sequestro e falsificação de documentos, tinham ainda na sua posse 65 mil euros em dinheiro, roubados no assalto à Caixa de Crédito Agrícola da Atalaia, na Lourinhã, no passado dia 08 de abril, bem como a arma utilizada nos crimes, passaportes e outros documentos de identificação com identidades falsas, roupa e acessórios de disfarce.

Segundo revela a PJ, os suspeitos são considerados perigosos e não têm qualquer vínculo ao nosso país, deslocando-se a Portugal, apenas durante o tempo necessário para a prática dos crimes. “Utilizavam, para o efeito, outros países do espaço Schengen, recorrendo a identidades falsas, o que dificultou em muito a investigação”, salientam as autoridades.

Os suspeitos têm um longo cadastro, tendo um deles sido condenado por crimes semelhantes, primeiro em 2012, a 12 anos de prisão, depois em 2019, a 17 anos e 11 meses de prisão, sendo extraditado em 2022 para o Brasil para cumprimento de pena no país de origem. O outro havia já sido condenado a 12 anos e 6 meses pelo homicídio de um cidadão irlandês no Algarve.

Após primeiro interrogatório judicial, viram ser-lhes decretada a medida de coação mais gravosa, ficando em prisão preventiva.

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