O auditório do Edifício Cais da Vala, em Salvaterra de Magos, acolheu esta terça-feira, 1 de abril, a sessão de encerramento da edição de 2026 do Mês da Enguia, numa cerimónia marcada pelo reconhecimento aos restaurantes participantes e pelo balanço amplamente positivo de uma iniciativa que celebra 30 anos de existência.
Perante uma plateia composta por autarcas, empresários da restauração e representantes locais, foram entregues os certificados de participação aos 19 restaurantes aderentes, num momento simbólico que destacou o papel central destes estabelecimentos no sucesso de um evento que, ao longo de três décadas, se tornou estruturante para a economia e identidade do concelho.
Na sua intervenção, a presidente da Câmara Municipal, Helena Neves, sublinhou o impacto do certame, mesmo num ano marcado por algumas limitações na programação. “É muito gratificante para o município perceber, apesar das vicissitudes deste ano, que tivemos de tomar decisões ponderadas, como a não realização da Feira de Artesanato, que o trabalho não foi em vão”, afirmou.
A autarca destacou o envolvimento direto do município ao longo de todo o mês, acompanhando de perto a dinâmica dos restaurantes. “Desde a primeira hora começámos a perceber que estava a correr bem. Tivemos noção de que estavam a vir muitos visitantes até ao nosso território, e isso é gratificante para qualquer autarca”, referiu.
Segundo Helena Neves, o sucesso do evento não se mediu apenas pela afluência aos fins de semana, tradicionalmente mais procurados, mas também pela consistência da procura durante os dias úteis. “Mesmo ao longo da semana, os nossos restaurantes tiveram sempre pessoas à procura da enguia. Hoje mesmo tive a oportunidade de passar por alguns espaços e continuam a haver visitantes”, afirmou.
A presidente da autarquia salientou ainda o retorno positivo transmitido pelos empresários da restauração, que considerou determinante. “Foi extremamente positivo ouvir de cada um dos nossos 19 restaurantes que as coisas estavam a correr bem, que havia muita gente, e que nenhum deles faz um feedback negativo”, disse, acrescentando que esse reconhecimento “é a melhor resposta que o município pode ter”.
Outro indicador relevante, segundo a autarca, é a intenção de alguns restaurantes em prolongar a presença da enguia nas suas ementas. “É muito gratificante perceber que muitos vão continuar a apostar na enguia para além do mês de março, o que demonstra o impacto real da iniciativa”, sublinhou.
Helena Neves reforçou que o Mês da Enguia é hoje “uma iniciativa estruturante para o concelho”, destacando o seu contributo para a dinamização económica local e para a afirmação turística de Salvaterra de Magos. “É uma iniciativa que já tem 30 anos, está consolidada e continua a ser uma aposta clara na divulgação do nosso território e no apoio à nossa economia local”, afirmou.
Durante a sessão, a autarca deixou também pistas sobre o futuro, apontando para a valorização de outros produtos endógenos. “Estamos a trabalhar com as equipas do município para potenciar os nossos produtos diferenciadores. O tomate é um exemplo claro, mas há outros que podem ser trabalhados numa lógica estratégica”, explicou, ressalvando que os projetos ainda estão em fase de desenvolvimento.
A criação de novas dinâmicas de promoção territorial passa também, segundo Helena Neves, por uma aposta na comunicação e planeamento antecipado. “Queremos que as pessoas possam antecipar a vinda a Salvaterra de Magos. Divulgar a nossa agenda com antecedência é fundamental para atrair visitantes, famílias e até investidores”, referiu.
A autarca destacou ainda o trabalho conjunto com entidades regionais de turismo, nomeadamente na identificação de oportunidades de investimento, incluindo a eventual instalação de unidades hoteleiras no concelho. “Estamos a trabalhar na construção de um dossiê que permita apresentar o nosso território a potenciais investidores, com base nas suas valências e no que é procurado pelo mercado”, explicou.
Três décadas após a sua criação, o Mês da Enguia continua, assim, a afirmar-se como uma marca identitária de Salvaterra de Magos, reunindo tradição, gastronomia e desenvolvimento económico. A edição de 2026, marcada pelo simbolismo dos 30 anos, reforçou esse posicionamento, confirmando a vitalidade de uma iniciativa que permanece no centro da estratégia de promoção do concelho.






















