Sucateira ilegal é dor de cabeça para vizinhos

10 Junho 2021, 18:48 Não Por João Dinis

A sucateira M.N.S. que funciona de modo ilegal, na zona da Murteira, em Samora Correia, tem nos últimos anos dado muitas dores de cabeça a João Santos Cuco e à sua família, levando mesmo a que este se tenha deslocado à Câmara Municipal de Benavente, na procura de auxílio para a resolução do seu problema, que passa por tirar daquela zona habitacional aquela empresa.

Segundo este, o barulho é cada vez mais, e nos últimos meses o acumular de sucata junto ao seu muro, levou mesmo a que este apresente já muitas rachas, temendo mesmo que possa vir a desabar.

 “No passado sábado o barulho e a vibração era tanta que sentimos a casa a abanar”, relatou, acrescentando que “tenho a minha mulher a recuperar de uma operação, e além das dores ainda tem este barulho todo…”, lamentou na exposição que efectuou na reunião de câmara.

Carlos Coutinho, Presidente da Câmara Municipal de Benavente, lamentou a situação, referindo que aquela sucateira não pode estar a funcionar ali, sobretudo com a actual dimensão, referindo no entanto que a autarquia, não possuindo plenos direitos para decretar o encerramento do estabelecimento irá uma vez mais tentar a via do diálogo, para que o proprietário possa encontrar um espaço adequando.

O vereador Hélio Justino, responsável pelo pelouro das obras e fiscalização no Município de Benavente, lamentou que apesar dos diversos processos instaurados a situação se continue a arrastar, continuando a empresa a laborar de forma ilegal, uma vez que a licença que possuiu é para um estabelecimento de pequena dimensão e não na proporção que tem actualmente.

Segundo este foi pedido recentemente um novo parecer de nova inspecção à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR LVT), responsável pelo licenciamento destas actividades, tendo esta considerado injustificado de momento, pois encontra-se a decorrer um processo contraordenacional contra a mesma empresa, na sequência de uma diligência semelhante à solicitada, realizada em Novembro de 2018.

O autarca referiu ainda que irão tentar diligenciar uma visita com o Serviço de Protecção da Natureza da Guarda Nacional Republicana, de modo a tentar averiguar em que condições se encontra a empresa a laborar, uma vez que segundo o conhecimento que existe no município, a mesma não possui licenciamento para uma infraestrutura daquela dimensão.

GNR não conseguiu encerrar sucata

Um processo contraordenacional levado a cabo pela Agência Portuguesa do Ambiente decretou a selagem da mesma, que o SEPNA da GNR não conseguiu executar, uma vez que o proprietário da empresa reside numa habitação cujo único acesso é o mesmo da empresa, factor que pesou na decisão dos militares, podendo desta forma a empresa continuar a desenvolver a sua actividade.