A Comissão Distrital de Proteção Civil de Santarém elevou este sábado o Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo para o nível amarelo, na sequência do aumento significativo dos caudais do rio Tejo e dos seus afluentes, provocado pela precipitação registada em Portugal e pelas descargas efetuadas pelas barragens espanholas.
Segundo o aviso divulgado pelo Comando Regional de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo, a decisão entrou em vigor às 13h00 de 24 de janeiro de 2026. No comunicado, a autoridade refere que, “mantendo-se a situação atual e de acordo com a previsão meteorológica para a bacia do Tejo, prevê-se que os caudais lançados no rio Tejo pelos seus afluentes se mantenham elevados nos próximos dias”.
Os efeitos das cheias já se fazem sentir em vários municípios do distrito de Santarém, com destaque para Coruche, Cartaxo, Santarém, Golegã, Rio Maior, Alpiarça, Azambuja, Torres Novas, Constância, Vila Nova da Barquinha e Abrantes. Entre as principais ocorrências estão a submersão de estradas nacionais e municipais, pontes interditas à circulação e parques de estacionamento inundados.
No município de Santarém, registou-se a submersão da Ponte de Alcaides e da Ponte do Alviela, na EN 365, entre Pombalinho e Vale de Figueira, encontrando-se esta última interdita. Já em Coruche, várias ligações rodoviárias foram afetadas, incluindo o desvio à Ponte da Escusa e troços das estradas EN114, EN251 e EN119.
A Proteção Civil alerta ainda para os riscos associados à situação meteorológica, referindo a possibilidade de “inundações em zonas urbanas causadas pela acumulação de águas pluviais”, bem como a ocorrência de cheias resultantes do transbordo de cursos de água e ribeiras. O comunicado aponta também para o perigo de instabilização de vertentes, movimentos de massa, arrastamento de objetos para as vias rodoviárias e formação de lençóis de água, tornando o piso escorregadio.
Face ao cenário previsto, as autoridades apelam à adoção de medidas preventivas. “Aconselha-se a retirada de equipamentos agrícolas, industriais, viaturas e outros bens das zonas normalmente inundáveis”, lê-se no aviso, que recomenda igualmente a salvaguarda dos animais, a não travessia de estradas alagadas e o acompanhamento permanente das informações divulgadas pelos órgãos de comunicação social e pelos agentes de proteção civil.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil garante que continuará a acompanhar a evolução da situação em articulação com os serviços municipais, a Agência Portuguesa do Ambiente e outras entidades competentes, podendo ser emitidos novos comunicados sempre que se justifique.





