A sopa da pedra voltou a unir sete cidades portuguesas numa onda de solidariedade, de Vila Nova de Gaia a Portimão, passando por Estarreja, Coimbra, Amadora, Évora e Almeirim. Foram servidas 3800 doses a nível nacional nesta segunda edição, que combina a promoção de um ícone da gastronomia almeirinense com apoio direto a quem mais precisa, transformando um prato tradicional numa ferramenta de entreajuda coletiva.
No IVV de Almeirim, epicentro local da iniciativa, Os confrades da Confraria Gastronómica de Almeirim, com a ajuda de voluntários dos serviços de ação social da Câmara Municipal e do Agrupamento de Escuteiros de Almeirim confeccionaram 300 sopas desde as 7h00 da manhã. Os preparativos, no entanto, remontam a segunda-feira, com dias inteiros dedicados à logística de ingredientes e condimentos, garantindo que cada cidade recebesse o essencial para o evento simultâneo.
O presidente da Câmara Municipal de Almeirim enaltece o impacto duplo da ação: por um lado, divulga um prato “conhecido mundialmente”; por outro, reforça laços sociais num gesto concreto de apoio. A autarquia contribuiu decisivamente com distribuição de materiais, cedência do IVV para confeção e compromisso logístico, sublinhando que esta tradição, já no segundo ano, merece continuidade pela ampla valorização que suscita.
António Esparteiro, da Confraria Gastronómica de Almeirim, promotora da ideia original, descreve o rápido entusiasmo nacional: confrarias locais aderiram de imediato, expandindo o conceito para além das fronteiras regionais. Um grupo de WhatsApp uniu os envolvidos, trocando fotos, vídeos e atualizações em tempo real do que estava a acontecer nas outras cidades.
Organizadores e voluntários partilham a convicção unânime: enquanto houver necessidades sociais, a Sopa da Pedra Solidária continuará a ferver. Em Almeirim, berço da iniciativa, este evento reforça não só o orgulho gastronómico, mas também a capacidade da comunidade para mobilizar-se em prol dos outros.























