O Município de Benavente marcou presença na BTL 2026, no espaço da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, com uma apresentação centrada na identidade, na natureza, na cultura e nos grandes eventos do concelho. A presidente da Câmara Municipal, Sónia Ferreira, assumiu o palco para afirmar que Benavente é “muito mais do que um ponto no mapa, é identidade, é história e, acima de tudo, é futuro”.
“É com enorme orgulho que hoje vos falo de um território que é muito mais do que um ponto no mapa, é identidade e história e, acima de tudo, é futuro”, começou por afirmar, lembrando que o foral foi concedido por D. Sancho I no ano 1200, testemunhando “séculos de história, de resiliência e de construção coletiva”.
Situado “no coração do Ribatejo e a apenas 30 minutos de Lisboa”, o concelho vive “entre o montado de sobro e a vastidão da charneca, mas também a riqueza da lezíria moldada pelos rios Sorraia e Almansor”. Para a autarca, “esta ligação à terra e à água define-nos, inspira-nos e acompanha-nos no nosso caminho”.
Sónia Ferreira destacou ainda a posição estratégica do território. “Estamos no maior nó rodoviário do país, uma via estruturante entre Norte e Sul, o que faz do nosso concelho um território de oportunidades onde a tradição convive com a inovação”, sublinhou, acrescentando que Benavente oferece “uma qualidade de vida privilegiada, combinando centralidade, acessibilidade e tranquilidade num equilíbrio que cada vez mais famílias e empresas escolhem”.
Com 521 quilómetros quadrados e cerca de 30 mil habitantes distribuídos por quatro freguesias, a presidente garantiu que o crescimento tem sido feito “sem perder aquilo que verdadeiramente nos define, as nossas raízes, as nossas tradições e a nossa identidade ribatejana”.
Natureza, campino e candidatura à UNESCO
A dimensão natural do concelho foi outro dos pontos fortes da apresentação. Da Charneca do Infantado, integrada na histórica Companhia das Lezírias, à proximidade do estuário do Tejo, Sónia Ferreira destacou um território onde “a cortiça não é apenas um recurso, é símbolo de sustentabilidade, motor de economia e elo entre a tradição e a inovação”.
No centro da identidade local está a figura do campino. “Guardião das terras de borda de água, figura altiva de traje tradicional, é muito mais do que uma imagem simbólica, é a memória viva e o orgulho coletivo”, afirmou.
A autarca reforçou ainda que a figura do campino está no centro de uma candidatura a Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO, liderada pelo Município de Benavente e pela Entidade Regional de Turismo. Trata-se, segundo explicou, de “proteger, valorizar e projetar no mundo os saberes e as tradições dos guardadores do gado bravo”.
Experiências e grandes eventos
A oferta turística inclui trilhos pedestres e de BTT, observação de aves, atividades náuticas, golfe, passeios a cavalo e visitas à Companhia das Lezírias, descrita como “um verdadeiro ex-libris nacional, onde sustentabilidade, inovação e tradição coexistem”.
Mas é nas festas e tradições que a energia coletiva do concelho se manifesta com maior intensidade. Sónia Ferreira destacou o Carnaval de Samora Correia, “o maior do Ribatejo”, com tradição desde meados do século XX, e a Festa da Sardinha Assada em Benavente, realizada desde 1969, “reconhecida como a maior distribuição gratuita de sardinhas, pão e vinho do país”.
“Aqui vêm milhares de visitantes celebrar, saborear uma sardinha assada e assistir às tradicionais entradas e largadas de toiros, onde o campino volta a afirmar-se como figura central da nossa cultura”, referiu.
Ao longo do ano, multiplicam-se ainda romarias, festivais, provas equestres e encontros culturais. “Cada freguesia tem a sua própria dinâmica, cada coletividade tem o seu papel e cada iniciativa reforça o nosso sentido de comunidade”, afirmou.
Gastronomia e vinhos com identidade
A presidente não deixou de destacar a gastronomia como um dos grandes motivos de visita. “Pratos emblemáticos como o cozido de carnes bravas, o arroz carolino, o rabo de boi, as migas com entrecosto ou a açorda de sável traduzem em cada garfada a vivência da lezíria e da charneca”, disse.
Na vertente vínica, destacou a produção da Companhia das Lezírias, integrada na Rota dos Vinhos do Tejo, e a Adega de Santo Estêvão. “São várias as castas e variedades que convidam à descoberta, proporcionando experiências únicas aos apreciadores”, referiu.
Eventos como o Festival de Gastronomia das Lezírias Ribatejanas, a Feira Anual e Tasquinhas de Benavente ou o mês de outubro dedicado ao espargo transformam o concelho “num verdadeiro roteiro de sabores”.
Um futuro de novas centralidades
Sónia Ferreira abordou ainda o futuro do território, integrado no projeto Parques Cidades do Tejo e associado à criação de uma cidade portuária no eixo Benavente-Montijo, ligada ao futuro Aeroporto Luís de Camões. “Esta será, sem dúvida, a obra do século. Uma das mais relevantes transformações alguma vez projetadas no nosso concelho, com impacto direto no desenvolvimento local, regional e nacional”, afirmou.
A presidente garantiu que o município está preparado para esta nova fase. “Estamos preparados não apenas para acolher uma infraestrutura de grande dimensão, mas sobretudo para criar condições de desenvolvimento duradouro. Mais emprego, mais economia, mais pessoas, mais oportunidades, sempre com planeamento, equilíbrio e visão de futuro.”
A concluir, deixou um convite direto: “Tudo isto e muito mais é o que temos para lhe oferecer. Benavente é um território autêntico, vibrante, surpreendente. E Benavente espera por si.”
































