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Sociedade Recreativa Operária quer profissionalizar produção cultural em Santarém

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Foto por: D.R.

A Sociedade Recreativa Operária (SRO), no centro histórico de Santarém, vai apostar na criação de uma estrutura de produção cultural mais profissionalizada, capaz de dar oportunidades a artistas locais e atrair apoios para projetos de maior dimensão.

“O nosso grande objetivo é criar uma estrutura de produção cultural mais profissional, que permita dar trabalho a jovens formados na área das artes e a artistas que procuram oportunidades fora dos grandes centros”, disse hoje à agência Lusa o novo presidente da sociedade, Pedro Filipe Oliveira.

Para isso, a SRO pretende candidatar-se a apoios da Direção-Geral das Artes e da União Europeia, através de parcerias internacionais, mas também manter uma base sólida de receitas próprias.

“Todas as iniciativas têm de garantir retorno, não podemos correr o risco de prejuízo”, sublinhou.

A aposta na profissionalização surge acompanhada de um plano para diversificar a programação cultural. Entre as novidades está a expansão das aulas de danças sociais, lançadas no ano passado, que se tornaram um sucesso entre a comunidade local.

“É uma forma das pessoas se encontrarem e combaterem o isolamento, não só através do teatro, mas também da dança”, destacou Pedro Filipe Oliveira.

Entre os projetos para o próximo biénio, a direção pretende ainda manter e expandir a secção de teatro, com novas produções e colaborações com criadores da cidade, e manter iniciativas já consolidadas, como os jantares temáticos e o Dia da Paz.

A nova direção, eleita para os próximos dois anos, integra ainda Jéssica Vassalo (vice-presidente), Álvaro Víctor Gomes (tesoureiro), Tiago Vitorino e João Barreiro (secretários), José Paulo e Ana Catarina Póvoa (vogais) e Clara Curado (suplente).

Com cerca de 500 sócios, a SRO quer reforçar a comunicação e a presença nas redes sociais, para dar maior visibilidade às atividades e atrair novos públicos.

“Somos uma sociedade com mais de cem anos, mas queremos afirmar-nos como espaço de encontro, debate e criatividade”, destacou o presidente.

Segundo o responsável, a associação, que nasceu no contexto das fraternidades operárias e foi espaço de resistência durante a ditadura, desempenha um papel importante na programação cultural de Santarém ao estimular “o pensamento crítico e o debate”, lembrando que a SRO é “única na cidade” pela diversidade e regularidade da sua programação.

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