Segunda-feira negra nas estradas da região com três mortes deixa Mora e Santo Estevão consternadas

5 Março 2024, 8:00 Não Por João Dinis

As localidades de Mora e Santo Estevão, no concelho de Benavente, despertaram esta segunda-feira, com duas tragédias, que ceifaram a vida a três pessoas, vítimas de dois brutais acidentes de viação.

Cerca das 7.45 horas, no entroncamento entre as Estradas Nacionais 119 e 118, junto ao Campo de Tiro, na freguesia de Samora Correia acontecia a primeira tragédia.

Uma mulher de 30 anos, residente em Santo Estevão, que se preparava para entrar na Estrada Nacional 119, foi colhida por um camião, depois de ter entrado no entroncamento, e por razões que estão a ser investigadas pela GNR, não ter imobilizado a viatura. A viatura ligeira onde seguia embateu numa outra viatura pesada de mercadorias, vindo a ficar imobilizada junto a um poste.

A vítima, que deixa dois filhos menores, um deles com menos de três anos, viria a falecer a caminho do Hospital de Vila Franca de Xira, depois de ter sido assistida pelos Bombeiros de Samora Correia, que por indisponibilidade não puderam contar com o apoio médico de uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER).

Cerca de 15 minutos depois da primeira tragédia, na Estrada Nacional 251, entre Mora e Pavia. Numa ligeira curva, junto à entrada para o Cromeleque das Fontainhas, mãe e filha, com 76 e 55 anos, que se dirigiam para uma consulta em Évora, viriam a perder a vida.

Na segunda viatura envolvida no acidente, que embateu frontalmente, seguia uma jovem com 27 anos, colega na Santa Casa da Misericórdia de Mora, da mulher de 55 anos que veio a perder a vida. Há hora de publicação da notícia, a jovem encontrava-se internada no Hospital do Espírito Santo, em Évora.

O alerta para o acidente, uma colisão frontal entre duas viaturas ligeiras de passageiros, foi dado pelas 8 horas, e um dos primeiros operacionais a chegar ao local, dos Bombeiros Voluntários de Mora, acabou por ser o marido da vítima mortal, que recebeu de imediato apoio psicológico por uma equipa do INEM.

Por serem localidades pequenas e onde toda a gente se conhece, nas duas vilas reina um clima de consternação e dor. Em todos os cafés ou lojas a conversa gira em torno das duas tragédias, em mais um dia trágico nas estradas da região, onde os acidentes são frequentes.

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