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Santarém quer plataforma intermodal e estação ferroviária a sul da cidade

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A Câmara de Santarém anunciou a intenção de criar uma plataforma intermodal de transportes na zona sul da cidade, prevendo a deslocalização da atual estação ferroviária para a área do Sacapeito, entre o futuro Hospital da Luz e o aeródromo local.

Segundo um texto publicado nas redes sociais pelo presidente da Câmara de Santarém, João Leite, o objetivo é desenvolver um centro intermodal que articule os transportes ferroviário, rodoviário e aéreo, aproveitando a proximidade ao aeródromo de Santarém.

“É uma grande oportunidade para posicionar e afirmar Santarém no contexto nacional, reorganizar a mobilidade urbana e regional, servir melhor a população e quem nos visita e potenciar o território do ponto de vista económico, turístico e social”, escreveu o autarca.

A proposta, que já recebeu luz verde do Governo para ser estudada pela Infraestruturas de Portugal, é considerada pelo autarca como uma “decisão estrutural para o futuro do concelho”, visando responder ao crescimento da procura pelo transporte ferroviário, impulsionado pela implementação do Passe Verde.

De acordo com fonte da câmara municipal, contactada pela Lusa, ainda não existe qualquer data definida nem orçamento previsto para a concretização do projeto.

Para já, está apenas prevista a assinatura de um protocolo com o Ministério das Infraestruturas e Habitação no início do próximo ano, nos Paços do Concelho, com vista ao arranque do estudo da proposta.

O social-democrata defendeu ainda que a atual estação ferroviária se encontra limitada em termos de expansão e que a nova localização permitirá reorganizar a mobilidade urbana e criar condições para “atrair investimento e gerar emprego”.

A circulação rodoviária na zona da atual estação ferroviária tem sido marcada por diversos constrangimentos, agravados pelas obras em curso na Estrada Nacional (EN) 114 e pelo aumento de passageiros.

Para mitigar os impactos no trânsito, a câmara municipal implementou uma reorganização da circulação viária, que passará a fazer-se num único sentido — sul–norte (Almeirim–Santarém) — durante cerca de 300 dias.

No sentido inverso, entre a passagem de nível e a estação, apenas será permitida a circulação de autocarros de transporte público coletivo, táxis e carreiras interurbanas com destino à margem sul do Tejo, como Almeirim, Alpiarça, Benavente e Coruche.

A medida, de caráter experimental, foi aprovada em reunião do executivo municipal em 15 de dezembro e inclui um plano de sinalização temporária.

O vereador do PS na Câmara de Santarém Pedro Ribeiro, também nas redes sociais, reagiu ao anúncio, sublinhando não ter objeções à ideia em si, mas questionando a ausência de respostas sobre “quanto tempo” levará o processo e “quem paga”.

O autarca socialista apontou ainda a falta de planeamento, recordando que “cerca de 100 mil euros” foram já gastos em estudos para o projeto do funicular, sem que o projeto tenha avançado.

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