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Santarém contraria tendência nacional e regista forte queda nas insolvências

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Foto por: Freepik
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O distrito de Santarém registou uma das maiores reduções de insolvências do país nos primeiros cinco meses de 2026, contrariando a tendência nacional de ligeiro aumento dos processos empresariais.

De acordo com dados divulgados pela Allianz Trade, Portugal registou 955 processos de insolvência entre janeiro e maio deste ano, mais 2,7% do que no mesmo período de 2025, quando tinham sido contabilizados 930 processos.

Apesar da subida moderada a nível nacional, Santarém destacou se pela evolução positiva, com uma quebra homóloga de 38,2% nas insolvências. O distrito surge entre os territórios com reduções mais expressivas, a par de Coimbra, que registou uma descida de 40,6% , e de Castelo Branco, com menos 31,6%.

A evolução no distrito ganha relevância num contexto em que vários territórios com maior peso económico apresentaram aumentos acima da média nacional. Setúbal registou uma subida de 32,6%, Viseu cresceu 16,7%, Braga aumentou 12,2% e Leiria registou mais 8,3%. Lisboa, que juntamente com o Porto concentra cerca de 44% das insolvências nacionais, apresentou um aumento de 7,5%, enquanto o Porto recuou 8,9%.

A Allianz Trade considera que, embora algumas variações ocorram em distritos com volumes absolutos mais reduzidos, a leitura regional permite identificar sinais locais relevantes e reforça a necessidade de acompanhar de perto a evolução do tecido empresarial.

No caso de Santarém, a redução expressiva das insolvências pode ser lida como um indicador positivo para a economia regional, num período ainda marcado por custos de financiamento exigentes, pressão sobre a liquidez das empresas e desafios de competitividade.

A análise nacional mostra, contudo, que o risco empresarial continua a exigir prudência. As microempresas representam cerca de 66% do total dos processos de insolvência registados no país, mantendo se como o segmento mais vulnerável. Já as pequenas empresas reduziram o número de insolvências em 8,4%, enquanto as médias empresas registaram um aumento de 32,4%, embora com peso mais reduzido no total.

Por antiguidade, as insolvências continuam concentradas nas empresas com mais de dez anos de atividade, responsáveis por mais de metade dos processos registados. Ainda assim, a Allianz Trade chama a atenção para o crescimento de 26,1% nas empresas com idade entre dois e cinco anos, fase considerada crítica para a consolidação dos negócios.

Ao nível setorial, os Serviços e a Construção apresentaram os aumentos mais relevantes, com subidas de 14,8% e 9,7%, respetivamente. Em sentido contrário, o Retalho registou uma descida de 16,8%, enquanto o Agroalimentar recuou 5,4% e os Têxteis diminuíram 0,9%.

Segundo a Allianz Trade, os primeiros cinco meses do ano continuam a revelar uma imagem globalmente equilibrada do tecido empresarial português, sem sinais de agravamento transversal do risco, mas com diferenças importantes entre regiões, setores e tipos de empresas.

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