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Santarém assinala 101 anos de Joaquim Veríssimo Serrão e prepara nova casa para o seu legado

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Foto por: CMS
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Santarém assinala hoje o 101.º aniversário do nascimento do Professor Joaquim Veríssimo Serrão, uma das maiores figuras da historiografia portuguesa do século XX e personalidade profundamente ligada à cidade onde nasceu.

Numa mensagem publicada a propósito da data, o Presidente da Câmara Municipal de Santarém, João Teixeira Leite, destacou que recordar Joaquim Veríssimo Serrão é celebrar “um homem que nunca deixou de trazer Santarém consigo”, sublinhando que a cidade “não foi apenas o lugar onde nasceu”, mas também “a raiz da sua identidade, a inspiração do seu pensamento e o porto seguro para onde regressou sempre”.

O autarca realçou o prestígio que o historiador deu ao nome de Santarém ao longo de uma vida dedicada à Academia, à investigação e ao serviço do país. “Poucos deram tanto prestígio ao nome de Santarém. E poucas cidades tiveram a felicidade de ser tão profundamente amadas por um dos seus filhos”, afirmou João Teixeira Leite.

O Presidente da Câmara recordou ainda a atribuição da Chave de Ouro da Cidade a Joaquim Veríssimo Serrão, no passado dia 19 de março, Dia de S. José, considerando que essa distinção representou “a mais alta distinção do nosso município”, entregue pela primeira vez na história de Santarém.

João Teixeira Leite sublinhou que o legado do historiador permanece vivo “nas obras que nos deixou” e no Centro de Investigação Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão, onde se encontra “um extraordinário espólio documental e bibliográfico ao serviço da cultura e das futuras gerações”.

Esse espólio terá brevemente uma nova sede na Avenida 5 de Outubro, junto às Portas do Sol, em pleno coração do centro histórico de Santarém. Para o autarca, trata se de “uma morada à altura desse legado”, num local carregado de simbolismo para a história da cidade e do país.

O Presidente da Câmara recordou que foi em 1947 que Joaquim Veríssimo Serrão escreveu o seu primeiro livro, “Ensaio Histórico sobre o Significado e Valor da Tomada de Santarém aos Mouros em 1147”, considerando particularmente significativo que o seu espólio passe a ter casa “à sombra dessas muralhas, por onde os homens de D. Afonso Henriques um dia entraram”.

Para João Teixeira Leite, a instalação do espólio naquele local permitirá tornar o legado do historiador “mais do que nunca, visível, acessível, presente”, reforçando a ligação entre a memória de Joaquim Veríssimo Serrão e a identidade histórica de Santarém.

“Honrar Joaquim Veríssimo Serrão não é apenas recordar o passado. É sobretudo afirmar que uma cidade conhece o seu futuro quando respeita aqueles que lhe deram alma”, defendeu o autarca.

João Teixeira Leite terminou a homenagem destacando que o exemplo do historiador continua a inspirar “todos os que acreditam numa Santarém culta, orgulhosa da sua História e consciente do papel que desempenhou na construção de Portugal”.

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