Samora Correia voltou a celebrar a sua forte ligação ao mundo equestre com a inauguração da oitava edição do Samora Equestre, certame que decorre até domingo e que este ano presta homenagem aos 190 anos da Companhia das Lezírias.
A cerimónia de abertura, realizada na noite de sexta-feira, 29 de maio, contou com a presença de centenas de visitantes, criadores, cavaleiros e entidades locais, numa edição que integra igualmente o VII Lusitano Summit e que pretende reforçar a afirmação de Samora Correia como uma referência nacional na criação do cavalo puro-sangue lusitano.
Na sessão inaugural, o presidente da Junta de Freguesia de Samora Correia, Jorge Paiva, destacou o crescimento do evento e o papel dos criadores que estiveram na sua origem. “Em 2019, o grupo de criadores, de forma totalmente altruísta, decidiu fazer o Samora Equestre. Juntaram-se à Junta de Freguesia de Samora Correia e transformaram-no naquilo que hoje se chama o Samora Equestre”, afirmou, agradecendo o empenho de todos os que contribuem para a organização do certame.
O autarca aproveitou ainda para sublinhar a relevância de Samora Correia no universo do cavalo lusitano. “Samora Correia tem atualmente mais de 20 coudelarias. Destas coudelarias nascem anualmente cerca de 300 puros-sangues lusitanos. Representamos 10% dos nascimentos dos puros-sangues lusitanos do mundo inteiro”, destacou.
Para Jorge Paiva, este potencial permite encarar o futuro com ambição. “Samora Correia tem esta oportunidade de poder afirmar-se como a futura capital dos criadores de cavalo puro-sangue lusitano”, declarou.
A edição deste ano é especialmente dedicada aos 190 anos da Companhia das Lezírias, instituição que mantém uma ligação histórica à cidade e ao mundo rural ribatejano.
O presidente do Conselho de Administração da Companhia das Lezírias, Eduardo Oliveira e Sousa, enalteceu a importância da preservação das tradições ligadas ao cavalo. “É um prazer associar a Companhia das Lezírias a tudo o que diga respeito ao mundo equestre, ao mundo rural, à festa do campo e à manutenção das nossas tradições”, afirmou.
O responsável destacou igualmente o papel dos campinos e dos cavalos na identidade da empresa “Os campinos são o espelho dessa atividade profissional. Os animais que eles conduzem são o espelho daquilo que nós não podemos deixar, de maneira nenhuma, morrer”, sublinhou.
Eduardo Oliveira e Sousa reforçou ainda a relação histórica entre a empresa e a cidade.
“Samora Correia e a Companhia misturam-se, vivem uma com a outra há praticamente 200 anos. Estaremos cá para continuar essa ligação de grande valor”, afirmou.
A encerrar a sessão, a presidente da Câmara Municipal de Benavente, Sónia Ferreira, destacou a importância do evento na valorização das tradições locais e do cavalo lusitano.
“O nosso município quer, cada vez mais, afirmar o cavalo lusitano e as nossas tradições”, afirmou.
A autarca deixou também uma homenagem à Companhia das Lezírias, considerando que os seus 190 anos representam um legado de enorme importância para a região.“São 190 anos de construção de tradições. A Companhia das Lezírias viveu sempre muito próxima das pessoas de Samora Correia e tem-se pautado pelas boas práticas de sustentabilidade e inovação agrícola”, salientou.
Sónia Ferreira manifestou ainda o desejo de ver o certame continuar a crescer. “É isto que nós queremos: fazer crescer as nossas tradições, promover aquilo que é tão nosso, tão tradicional, tão português e tão do nosso concelho”, concluiu.
Após a inauguração oficial, o público assistiu ao espetáculo equestre “Samora, Tradição que se Vive”, que deu início a três dias dedicados ao cavalo, à cultura ribatejana e às tradições do mundo rural. O programa prossegue este sábado e domingo com cortejos, concursos, demonstrações e provas de equitação de trabalho, esperando atrair milhares de visitantes a Samora Correia.























































