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Samora Correia distinguiu Joaquim Júlio Correia com o prémio Carlos Gaspar

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O Centro Cultural de Samora Correia encheu por completo na noite deste sábado para a cerimónia de entrega do Prémio Carlos Gaspar, uma distinção que reconhece anualmente uma personalidade com papel relevante na comunidade. Em 2026, o galardão foi atribuído a Joaquim Júlio Correia, figura incontornável da vida social e cultural de Samora Correia.

Conhecido por todos como o “cameraman”, Joaquim Correia foi distinguido pelo seu contributo ao longo de cerca de cinco décadas a registar, com dedicação e proximidade, os momentos mais marcantes da freguesia e da região ribatejana. Da festa popular ao evento institucional, passando por aniversários, tradições e acontecimentos do quotidiano, a sua presença tornou-se quase inseparável da memória coletiva da cidade.

A cerimónia decorreu num ambiente de grande emoção, com a participação de artistas locais e a presença de muitos amigos, familiares e admiradores. Quando subiu ao palco para receber o prémio, Joaquim Correia foi recebido com uma prolongada ovação, reflexo do reconhecimento e carinho da comunidade.

“Fico muito feliz pela população de Samora e até do Ribatejo reconhecer o meu trabalho e mostrar aquilo que é possível fazer em Samora Correia e não só”, afirmou, visivelmente emocionado, sublinhando a dimensão que o seu trabalho foi assumindo ao longo dos anos, para lá das fronteiras da freguesia.

O percurso de Joaquim Correia confunde-se com a própria evolução dos meios audiovisuais. Começou ainda nos tempos do super 8, numa época em que o processo era totalmente manual. “Fazíamos filmes de Samora, mas era tudo muito trabalhoso. A revelação era feita à mão, dentro de uma banheira ou de baldes com revelador e fixador”, recordou, evocando os primeiros passos que deram origem a um vasto arquivo documental.

Ao longo dos anos, foi reunindo um espólio difícil de quantificar, com imagens que remontam a várias décadas. “Há coisas com 30, 40 anos. A história mais recente de Samora passou muito por mim”, referiu, reconhecendo que o seu trabalho acabou por se tornar um registo contínuo da vida local.

Apesar de algumas pausas, motivadas por interesses pessoais e pela exigência do ritmo, a dedicação nunca desapareceu. “Houve alturas em que abrandava um bocadinho, mas depois voltei. A partir de 2012, 2013 foi sempre seguido”, explicou, destacando o esforço constante para estar presente nos mais diversos eventos. “Nem sempre é possível, mas faço das tripas coração para conseguir estar em todo o lado.”

A forte ligação à comunidade é outro dos traços marcantes do homenageado. Ao longo dos anos, construiu uma relação próxima com a população, sendo presença habitual e bem-vinda em qualquer iniciativa. “Tenho as portas abertas em praticamente toda a Samora. Parece mentira, mas tenho”, afirmou, evidenciando o reconhecimento espontâneo que foi conquistando.

Essa proximidade ficou também patente na cerimónia, que contou com sala cheia e até com acompanhamento à distância. “Sei que muita gente de fora esteve a ver, pessoas que estão em Inglaterra, em França. Isso também me deixa muito feliz”, acrescentou.

Mesmo com o desgaste acumulado de uma vida dedicada a esta atividade, Joaquim Correia não dá sinais de abrandar. “Às vezes estou estafado, a idade e a saúde já não são as mesmas, mas estou lá”, garantiu. “Ainda hoje estive a filmar futebol, agora vou descarregar o material e amanhã já estou outra vez pronto”, disse, demonstrando a paixão que continua a movê-lo.

O Prémio Carlos Gaspar, que homenageia uma figura determinante na dinamização cultural local e que teve também influência no percurso de Joaquim Correia, volta assim a distinguir uma personalidade amplamente consensual, cujo trabalho ultrapassa o registo de imagens para se tornar parte integrante da identidade da freguesia.

Numa noite marcada pela emoção e pelo reconhecimento, Samora Correia prestou homenagem a um dos seus, celebrando não apenas o homem, mas também o legado de décadas a preservar memórias, histórias e tradições através de uma câmara sempre presente.

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