A Câmara Municipal de Salvaterra de Magos está a preparar a criação de uma Rede Municipal de Apoio a Cuidadores Informais, iniciativa que pretende responder às necessidades de quem assume diariamente o cuidado de familiares dependentes. O plano, cuja versão preliminar já se encontra disponível para consulta no site do Município, encontra se numa fase de recolha de contributos da comunidade e das entidades parceiras.
O projeto estabelece como objetivo central a promoção do bem-estar, do reconhecimento e da capacitação dos cuidadores informais do concelho. A estratégia prevê a identificação e caracterização destes cuidadores e a criação de uma estrutura de apoio integrada que inclua formação, acompanhamento técnico e ações dirigidas à melhoria da qualidade de vida de quem desempenha esta função. O plano destaca ainda a necessidade de reforçar a articulação entre os setores da saúde e da ação social, bem como de sensibilizar a comunidade para o papel social dos cuidadores.
A Rede Municipal terá como público-alvo principal os cuidadores informais residentes no concelho. Abrangerá também as pessoas cuidadas, as famílias e os técnicos das entidades parceiras. Entre as atividades previstas está a criação de um Gabinete de Apoio Integrado, que funcionará como espaço de atendimento, informação e encaminhamento, com encontros regulares dinamizados por profissionais das áreas social e da saúde.
O plano inclui igualmente sessões de formação sobre técnicas de cuidado, saúde mental, direitos e apoios existentes, dirigidas tanto a cuidadores como a voluntários. Estão previstos grupos de ajuda mútua e o programa “Tempo para Si”, que disponibilizará respostas temporárias de descanso para cuidadores, apoiadas por uma bolsa de voluntariado. A estratégia contempla ainda campanhas públicas de sensibilização, a celebração do Dia Municipal do Cuidador Informal a 5 de novembro e a criação de um guia digital com recursos, serviços e materiais educativos.
A implementação será realizada em parceria com diversas entidades locais e regionais. O modelo assenta numa gestão em rede, com coordenação no âmbito da Rede Social e reuniões bimestrais. O Município destaca que as atividades serão desenvolvidas com recurso a técnicos já existentes nas entidades parceiras, garantindo eficiência e sustentabilidade. A abordagem segue princípios de participação ativa dos cuidadores e de descentralização territorial, assegurando que as iniciativas chegam a todas as freguesias.
Entre os resultados esperados estão a identificação de 50 cuidadores informais no primeiro ano, a criação de um gabinete de apoio funcional, a realização de seis ações de formação e dois grupos de ajuda mútua, bem como o envolvimento das Instituições Particulares de Solidariedade Social e das Unidades de Cuidados na Comunidade do concelho. Pretende a atuarquia melhorar o bem-estar e o reconhecimento público dos cuidadores e reforçar a articulação entre os setores social e da saúde.
O Município sublinha que esta Rede pretende afirmar a mensagem de que cuidar deve ser uma responsabilidade partilhada por toda a comunidade. A fase de auscultação pública decorre durante o primeiro mês de implementação e permitirá ajustar o projeto final, que avançará com as fases seguintes de planeamento, operacionalização e avaliação ao longo do primeiro ano.













