A Câmara de Salvaterra de Magos está a disponibilizar vários espaços públicos para apoiar os munícipes que continuam sem eletricidade e com falhas nas comunicações no concelho, na sequência da passagem da depressão Kristin, informou hoje o município.
Em comunicado, o município refere que, apesar de a E‑Redes ter já reposto o serviço em alguns pontos, “vários locais permanecem sem eletricidade”, não existindo ainda previsão para a reposição total do fornecimento.
Para responder às necessidades da população afetada, a Câmara abriu diversos espaços destinados a teletrabalho, carregamento de telemóveis e utilização de equipamentos de comunicação.
Assim, estão em funcionamento até às 18:00 a Biblioteca Municipal de Salvaterra de Magos, o Espaço Jackson na Glória do Ribatejo, o Mercado de Cultura de Marinhais e a Delegação da Câmara em Muge.
Paralelamente, foram também disponibilizados locais para higiene pessoal e carregamento de equipamentos, todos abertos até às 21:00, nomeadamente o Pavilhão Desportivo Municipal de Salvaterra de Magos, o pavilhão da EB 2,3 de Marinhais, o Pavilhão do Inatel de Muge e o Pavilhão Desportivo Municipal da Glória do Ribatejo.
Relativamente aos constrangimentos na circulação em vias de comunicação do concelho de Salvaterra de Magos, no distrito de Santarém, continuam cortadas a estrada de acesso à Praia Doce e a estrada do Massapez, a estrada do Paul, que liga Marinhais aos Foros de Salvaterra, e o troço entre a Rua Alves Redol e a Estrada dos Toiros, no Escaroupim, segundo a Câmara Municipal.
Continuam também intransitáveis a estrada da Mata Nacional do Escaroupim, entre o Parque de Campismo e Muge, a Rua da Caseta em Marinhais, a Rua do Pinheiro nos Foros de Salvaterra e a Rua Dr. Brito Camacho em Muge.
Na nota, a Câmara apela à população para que respeite a sinalização colocada nos locais afetados e circule com especial precaução e agradece o trabalho das equipas no terreno, que “têm assegurado a segurança de pessoas e bens”.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.






