Évora foi palco de um encontro que marcou o início de um projeto inovador no panorama turístico nacional: a criação da primeira rede de alojamentos literários em Portugal. A iniciativa, promovida pela Turismo do Alentejo e Ribatejo, reuniu mais de duas dezenas de operadores turísticos e hoteleiros das duas regiões, num momento de apresentação e debate em torno deste novo conceito.
A sessão decorreu no Mar de Ar Aqueduto, onde foi apresentado o Referencial Técnico da futura rede, documento que define os critérios e orientações para a integração dos alojamentos neste projeto. A proposta passa por criar uma oferta turística diferenciadora, assente na valorização da identidade cultural e literária do território.
“Mais do que uma rede, esta é uma visão: criar experiências únicas onde os livros, os autores e as paisagens se cruzam, reforçando a identidade do território e abrindo novas formas de o viver”, afirmou José Santos, durante a sessão.
O projeto pretende tirar partido da forte ligação do Alentejo e do Ribatejo à literatura portuguesa, regiões que serviram de inspiração a vários autores e obras de referência. Através desta rede, os visitantes serão convidados a descobrir o território não apenas como destino turístico, mas como espaço narrativo, onde a paisagem e a cultura se entrelaçam com a criação literária.
Segundo o responsável, este é um processo que terá continuidade ao longo dos próximos meses. “Começámos este trabalho com a estruturação dos primeiros produtos de turismo literário e com o nosso festival em 2024. Agora damos seguimento com a construção desta rede, com o objetivo de, até ao final do ano, termos os primeiros alojamentos acreditados”, sublinhou.
A iniciativa surge no âmbito de um desafio lançado pelo Turismo de Portugal, posicionando estas regiões na linha da frente da futura rede nacional de hotéis literários.
O encontro incluiu ainda um momento de partilha com os operadores presentes, que tiveram oportunidade de contribuir com sugestões e perspetivas, num processo que pretende ser participado e colaborativo. “Queremos que esta rede seja construída com os agentes no terreno, garantindo autenticidade e qualidade na experiência oferecida”, destacou fonte da organização.
Com este passo, o Alentejo e o Ribatejo reforçam a aposta em produtos turísticos inovadores, capazes de atrair novos públicos e valorizar o património cultural, numa abordagem que cruza turismo, literatura e identidade.





