O secretário-geral da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo, António Torres, destacou que a candidatura ao projeto europeu Resoration, em parceria com a Escola Superior Agrária de Santarém e vários países europeus, foi preparada muito antes do recente “comboio de tempestades”, demonstrando que a resiliência climática já era uma prioridade na região.
As declarações foram feitas durante a sessão de abertura do seminário “Resiliência Climática e Proteção Civil” que decorreu na quarta-feira, 18 de março, no auditório da Casa Museu dos Patudos, em Alpiarça.
Explicou que a CIMLT está a estruturar o “PRR da Lezíria do Tejo”, assente em seis projetos, alinhados com os pilares da recuperação, resiliência e transformação, sublinhando como primeiro eixo a recuperação dos prejuízos em campos agrícolas e unidades agroindustriais afetados pelas cheias.
Entre os projetos de resiliência, referiu a criação de uma infraestrutura verde associada ao Tejo, incluindo intervenções na reabilitação de diques, limpeza de linhas de água e remoção de jacintos-d’água, bem como a articulação com o denominado Projeto Tejo e a barragem do Alvito.
No domínio da mobilidade suave, anunciou a aquisição de 16 autocarros elétricos através do PRR e do Fundo Ambiental, apontando para uma redução de cerca de 800 toneladas de CO2 e para a eletrificação dos transportes urbanos de Santarém, bem como a criação de ecovias que ligarão vários concelhos da Lezíria, promovendo mobilidade sustentável e fruição da natureza.
No fecho da intervenção, António Torres defendeu que as reflexões deste seminário sobre eventos climáticos extremos e proteção civil devem alimentar a construção do PRR da Lezíria do Tejo, que a CIMLT está atualmente a elaborar.




