As rendas dos novos contratos de arrendamento continuaram a aumentar na Lezíria do Tejo, embora com diferenças significativas entre concelhos. Coruche registou a maior subida no último ano, com um aumento de 23,5%, enquanto Benavente apresenta o valor mais elevado da região, com uma renda mediana de 8,05 euros por metro quadrado.
Os dados constam das Estatísticas de Rendas da Habitação ao Nível Local, divulgadas esta terça-feira, 29 de setembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), e dizem respeito aos novos contratos celebrados nos 12 meses terminados em junho de 2026.
Na Lezíria do Tejo, a renda mediana dos novos contratos atingiu 6,98 euros por metro quadrado, face aos 6,28 euros registados no período homólogo, o que corresponde a um crescimento de cerca de 11,1%.
Coruche registou a maior subida entre os concelhos da Lezíria do Tejo. A renda mediana passou de 5,40 euros por metro quadrado, nos 12 meses terminados em junho de 2025, para 6,67 euros no período terminado em junho deste ano. Trata-se de um aumento de 23,5% num único ano.
Alpiarça registou a segunda maior subida, de 19,8%, passando de 4,35 para 5,21 euros por metro quadrado. Segue-se Azambuja, onde a renda mediana aumentou 16,6%, de 6,79 para 7,92 euros por metro quadrado.
Também com aumentos superiores a 10% surgem Cartaxo, com um crescimento de 12,4%, Santarém, com 10,6%, e Golegã, com 10,1%.
Benavente é o concelho mais caro da Lezíria do Tejo
Em Benavente, a renda mediana aumentou 9,2%, mas o concelho apresenta agora o valor mais elevado da Lezíria do Tejo para quem celebrou um novo contrato de arrendamento. O valor atingiu 8,05 euros por metro quadrado, face aos 7,37 euros registados um ano antes.
Logo a seguir surge Azambuja, com 7,92 euros por metro quadrado, seguido de Santarém, com 7,71 euros. Almeirim apresenta uma renda mediana de 6,99 euros e Coruche de 6,67 euros por metro quadrado.
No sentido contrário, Salvaterra de Magos foi o único concelho da Lezíria do Tejo analisado onde não se verificou uma subida da renda mediana. O valor passou de 6,00 para 5,98 euros por metro quadrado, o que corresponde a uma ligeira redução de cerca de 0,3%.
Rio Maior registou o crescimento menos acentuado entre os concelhos onde as rendas aumentaram, com uma subida de 5,9%, passando de 5,57 para 5,90 euros por metro quadrado.
Na Chamusca, a renda mediana passou de 3,74 para 4,03 euros por metro quadrado, um aumento de 7,8%. O concelho mantém-se, entre os municípios da Lezíria do Tejo com informação disponível, como aquele onde o valor é mais baixo.
Em Almeirim, a renda mediana aumentou 7%, passando de 6,53 para 6,99 euros por metro quadrado.
Os dados do INE colocam, assim, Benavente no topo dos preços do arrendamento na Lezíria do Tejo, enquanto Coruche apresenta a maior subida no espaço de um ano.
| Concelho | Junho de 2025 | Junho de 2026 | Variação |
|---|---|---|---|
| Coruche | 5,40 €/m² | 6,67 €/m² | +23,5% |
| Alpiarça | 4,35 €/m² | 5,21 €/m² | +19,8% |
| Azambuja | 6,79 €/m² | 7,92 €/m² | +16,6% |
| Cartaxo | 5,74 €/m² | 6,45 €/m² | +12,4% |
| Santarém | 6,97 €/m² | 7,71 €/m² | +10,6% |
| Golegã | 4,56 €/m² | 5,02 €/m² | +10,1% |
| Benavente | 7,37 €/m² | 8,05 €/m² | +9,2% |
| Chamusca | 3,74 €/m² | 4,03 €/m² | +7,8% |
| Almeirim | 6,53 €/m² | 6,99 €/m² | +7,0% |
| Rio Maior | 5,57 €/m² | 5,90 €/m² | +5,9% |
| Salvaterra de Magos | 6,00 €/m² | 5,98 €/m² | -0,3% |
Os valores referem-se à mediana das rendas dos novos contratos de arrendamento e não às rendas pagas pelo conjunto dos inquilinos. O INE esclarece que os dados correspondem à mediana das “rendas por metro quadrado de novos contratos de arrendamento” e que, para os resultados municipais, são considerados os últimos 12 meses, permitindo abranger os municípios com informação estatística suficiente.
A tendência de subida é igualmente visível nos dados relativos exclusivamente ao segundo trimestre de 2026. A Lezíria do Tejo registou um crescimento homólogo de 17% na renda mediana dos novos contratos, uma das maiores subidas entre as 26 sub-regiões NUTS III do país. Apenas o Alentejo Litoral, com 21,6%, Terras de Trás-os-Montes, com 17,6%, e a Região Autónoma da Madeira, com 17,4%, registaram aumentos superiores.
Vila Franca de Xira continua bastante acima dos valores da Lezíria
Embora já não integre a Lezíria do Tejo, Vila Franca de Xira faz parte da área de abrangência do NS e apresenta valores de arrendamento significativamente superiores aos registados nos concelhos daquela sub-região.
Nos 12 meses terminados em junho de 2026, a renda mediana dos novos contratos em Vila Franca de Xira atingiu 11,03 euros por metro quadrado, face aos 10,07 euros registados no período homólogo, o que corresponde a um aumento de cerca de 9,5%.
O concelho apresenta, assim, uma renda mediana quase três euros por metro quadrado superior à de Benavente, que lidera os valores na Lezíria do Tejo.
Nos dados específicos do segundo trimestre de 2026, Vila Franca de Xira apresentava uma renda mediana de 11,39 euros por metro quadrado, com um aumento homólogo de 10,4%.
Mora, outro dos concelhos abrangidos pelo NS, registou uma renda mediana de 4,17 euros por metro quadrado, face aos 3,69 euros do período homólogo, o que corresponde a uma subida de cerca de 13%.
A nível nacional, a renda mediana dos novos contratos celebrados nos 12 meses terminados em junho de 2026 situou-se nos 9,76 euros por metro quadrado, mais 9,4% do que no ano terminado em junho de 2025. O INE contabilizou 151.181 novos contratos de arrendamento em todo o país.
Os números revelam, contudo, que a pressão sobre o mercado de arrendamento está a aumentar a ritmos muito diferentes dentro da própria Lezíria do Tejo. Coruche, apesar de continuar longe dos valores praticados em Benavente, Azambuja ou Santarém, registou num ano uma subida superior a 23%, mais do dobro do crescimento observado a nível nacional.








