A Região Escutista de Santarém organizou, na cidade de Santarém, o IV Colóquio de Museologia e Arquivística Escutista, subordinado ao tema “Celebrar a memória: Preservar, Registar e Partilhar”, reunindo quatro dezenas de participantes ligados ao universo museológico escutista.
A iniciativa, que já vai na sua quarta edição, tem como objetivo formar e sensibilizar para as áreas da museologia e da arquivística, tendo como pano de fundo o movimento escutista, o Corpo Nacional de Escutas e o escutismo em Portugal.
Estiveram presentes responsáveis por museus escutistas de diferentes dimensões, representando as duas associações escutistas portuguesas. A sessão de abertura contou com a presença do Bispo de Santarém, D. José Traquina, do Chefe Nacional do Corpo Nacional de Escutas, Ivo Faria, e da Chefe Regional de Santarém, Diana Cardoso.
Ao longo dos trabalhos, vários especialistas abordaram temáticas centrais para a preservação da memória escutista. Patrícia Romão, do Centro de Estudos de Fotografia de Tomar, destacou a importância da conservação de fotografia, sublinhando a necessidade de adotar boas práticas numa área particularmente relevante, uma vez que grande parte do acervo dos museus e arquivos escutistas é composto por material fotográfico.
Também Alexandra Xisto, do Museu Diocesano de Santarém, apresentou o trabalho desenvolvido na recolha e conservação de património das paróquias, com vista à centralização do acervo da diocese, evidenciando a importância da preservação de documentos em papel e das técnicas adequadas de conservação.
O programa incluiu ainda sessões práticas sobre a elaboração de fichas de inventário de peças museológicas, a utilização do SIIE, Sistema Integrado de Informação Escutista, enquanto fonte de memória, e orientações sobre a criação de museus de agrupamento e organização de arquivos históricos e bibliotecas escutistas.
No final dos trabalhos, houve espaço para a partilha de experiências e apresentação dos projetos desenvolvidos nos diversos museus escutistas, num dia descrito como intenso, mas fundamental para a valorização da memória coletiva do movimento.
A componente cultural incluiu uma visita guiada ao património de Santarém, conduzida por José Noras, historiador da Câmara Municipal, e uma deslocação à vila da Marmeleira, em Rio Maior, para conhecer a Ephemera – Biblioteca e Arquivo de José Pacheco Pereira. O grupo foi recebido por José Pacheco Pereira, que guiou os participantes pelo vasto acervo documental, reforçando a importância de recolher, catalogar e disponibilizar a história coletiva.
No balanço final, a Chefe Regional de Santarém destacou o significado da iniciativa, afirmando que “conhecer a nossa história não é saudosismo, é saber de onde vimos para podermos projetar um futuro relevante, alinhando as necessidades que vão surgindo com a nossa identidade e valores”.













