Reformados e pensionistas do distrito de Santarém participaram, no passado dia 21 de maio, em ações de protesto realizadas em Santarém e Benavente, para exigir ao Governo um aumento intercalar e imediato das pensões.
As iniciativas foram promovidas pela Federação das Associações de Reformados, Pensionistas e Idosos do Ribatejo (FARPIR), no âmbito da Jornada Nacional de Afirmação e Protesto organizada pelo MURPI em vários pontos do país.
Durante as tribunas públicas, os participantes defenderam a necessidade de um aumento extraordinário de 50 euros nas pensões, justificando a reivindicação com o aumento do custo de vida e a subida dos preços dos bens essenciais.
Segundo a FARPIR, “a grande maioria dos reformados têm pensões abaixo dos 500 euros” e enfrenta dificuldades crescentes para suportar despesas relacionadas com alimentação, combustíveis, medicamentos e outros encargos do dia a dia.
A estrutura representativa dos reformados considera que a atual situação económica está a agravar significativamente as condições de vida da população idosa.
“A escalada dos preços está a tornar a vida dos reformados cada vez mais difícil”, alerta a federação, defendendo medidas urgentes para garantir condições de vida dignas.
A FARPIR critica ainda a atribuição de apoios extraordinários pontuais, como aconteceu no ano passado, considerando que essas medidas não resolvem o problema estrutural das baixas pensões.
“A atribuição de um bónus pontual não é solução, porque não integra a pensão nem no presente nem no futuro”, sustenta a federação.
Os reformados defendem, por isso, um aumento intercalar permanente, aplicado de imediato, que permita compensar a perda de poder de compra provocada pela inflação.
“Só um aumento intercalar, a atribuir no imediato e sem demoras, permitirá mitigar os impactos do custo de vida e assegurar uma vida mais digna”, conclui a FARPIR.





