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PSD chumba auditoria externa proposta pelo CHEGA às contas do PS na Câmara de Coruche

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A alteração de voto, “já depois da hora”, do Presidente da Junta de Freguesia da Erra, eleito pelo PSD, impediu que a Moção por uma Auditoria Externa às contas da Câmara Municipal de Coruche, relativamente aos últimos 12 anos, em que foi liderada pelo PS fosse aprovada.

A Moção foi apresentada por Rodrigo Taxa, líder da bancada do CHEGA na Assembleia Municipal de Coruche, que salientou que esta auditoria não tem como objetivo “lançar suspeitas sobre os presidentes ou executivos”, mas sim permitir aos agora eleitos que soubessem com exatidão o que se passou nos últimos anos no Município de Coruche, e qual o ponto exato em que estão as contas autárquicas.

Ainda assim, o eleito, que é também deputado na Assembleia da República, salientou que é também importante não esquecer os acontecimentos recentes com as buscas da PJ a continuarem na ordem do dia em Coruche, sobretudo por terem recaído sobre “suspeitas na contratação pública da autarquia e na utilização de fundos comunitários.”

Rodrigo Taxa referiu ainda que nos últimos anos “vêm aumentando os alertas e queixas por parte da população, de que a autarquia não esclarece os munícipes”, pelo que considera que “se torna indispensável, sobretudo num momento em que se procederam a eleições autárquicas e houve uma manifesta alteração do quadro governativo local, que se proceda a uma auditoria externa”.

Mara Lagriminha, líder da bancada do PS considerou que esta auditoria não faz sentido, sobretudo por já existe no município, uma vez que a Câmara Municipal de Coruche tem já contratado um auditor externo, e as contas são devidamente fiscalizadas.

Para a eleita socialista, as questões da Polícia Judiciária são do foro judicial e não político, pelo que a proposta apresentada pelo CHEGA, no seu entendimento, não tem qualquer sentido, acrescentando que a autarquia trabalha dentro da maior transparência.

Armando Rodrigues, eleito da CDU, criticou a transparência apelada pela eleita socialista, referindo que só por isso já era motivo para a CDU votar favoravelmente à realização de uma auditoria, relembrando que quando o PS chegou ao poder da Câmara de Coruche realizou trabalho semelhante às contas da anterior gestão da CDU.

O Movimento Volta, através Maria Leonor Paulo, apoiou a realização da auditoria, relembrando alguns rankings em que Coruche está, que haviam sido abordados pela bancada socialista, nem sempre são os melhores, ou são sentidos pela população.

João Nogueira, do PSD, que se apresentou como “não estando contra nem a favor” da auditoria, deixou ainda assim uma critica, entendendo que esta seria uma forma de “ultrapassar” a PJ no seu trabalho.

A votação final saldou-se em 12 votos favoráveis (CHEGA, Volta e CDU), 12 votos contra (PS) e 5 abstenções (PSD), o que impedia que a moção fosse aprovada ou chumbada.
Já “depois da hora” surgiu a polémica com a alteração de voto de João Nogueira, do PSD e Presidente da Junta de Freguesia da Erra a alterar o seu voto para contra, desempatando assim a resolução da moção.

Esta ação de João Nogueira está a ser considerada pelas bancadas e promete levar “mais além” a discussão da moção.

Ainda assim, de acordo com o CHEGA, estes vão voltar a apresentar a moção à próxima Assembleia Municipal, por considerarem que esta votação foi “ferida na sua legalidade”.

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