A notória proximidade entre os candidatos do Partido Socialista (PS) e do Chega à Câmara Municipal de Benavente, Pedro Gameiro e Frederico Antunes, é não só tema entre a atualidade do concelho de Benavente, como deixa antever uma possível coligação.
Há muitos meses que ambos os candidatos são vistos juntos, seja em refeições em restaurantes da região, ou em eventos públicos, como foi o caso da última caminhada em Samora Correia, o que tem levado a algumas suposições sobre uma possível coligação, caso uma das forças políticas venha a vencer as eleições do próximo domingo.

A amizade entre os candidatos ganhou maior visibilidade com o tema da Mesquita em Samora Correia, que apesar de exposta em Assembleia Municipal por Gameiro, foi o candidato do partido à direita que acabou por catapultar a sua imagem, e o Chega acabou mesmo por ser o “rosto” da manifestação realizada a 10 de junho, contra a construção do edifício religioso.
Recentemente, na caminhada promovida pela ASASC, em Samora Correia, os dois candidatos fizeram grande parte do percurso juntos, algo que não passou despercebido a quem realizou a caminhada pelos terrenos da Companhia das Lezírias.
O NS questionou as estruturas distritais de cada um dos partidos, sobre a possibilidade de um entendimento em Benavente com o objetivo de destronar a CDU que lidera o executivo municipal, sendo que até à publicação desta notícia, apenas o PS remeteu resposta à nossa redação.
Refere o PS que neste momento, “a Federação Distrital e a concelhia de Benavente, estão empenhados, concentrados e com enorme confiança na apresentação das suas equipas e projetos”.
“O foco essencial é o contacto com as populações e as vitórias eleitorais que temos como objetivo”, acrescentam os socialistas, que concluem salientando que “qualquer leitura que se desvie destes objetivos eleitorais e políticos é pura diversão, que sendo, também, própria de campanhas eleitorais, não podemos deixar de lamentar”.
A 11 de setembro, ao jornal Público, José Luís Carneiro afirmou que a posição do PS “é clara e ficará expressa no compromisso que será subscrito na convenção autárquica”, “candidatos nossos que estabeleçam acordos com eleitos do Chega perderão a confiança política do PS”.





