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Proteção Civil alerta para subida dos caudais do Tejo nas próximas horas e dezenas de estradas submersas na região

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Foto por: JFBR
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O Comando Regional de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo emitiu um aviso à população devido ao aumento significativo dos caudais do rio Tejo e dos seus afluentes, na sequência da precipitação registada em Portugal e das descargas das barragens espanholas. Comunicado.

Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, “a precipitação que se tem sentido em Portugal e as águas debitadas pelas Barragens Espanholas geraram um aumento considerável dos níveis hidrométricos, dos caudais do Rio Tejo e seus afluentes”, estando já a verificar se uma subida da altura hidrométrica na estação de Almourol.

A Proteção Civil avisa ainda que a situação pode agravar se nas próximas horas. “Pela informação disponível prevê se que os caudais continuem a subir nas próximas horas, o que potencialmente contribuirá para um aumento dos níveis registados no rio Tejo e consequente galgamento do seu leito”, refere o comunicado.

Várias estradas cortadas ou submersas

O levantamento feito pelas autoridades dá conta de um número elevado de vias afetadas em vários concelhos da Lezíria do Tejo e do Médio Tejo.

No concelho de Coruche, registam se submersões em ligações importantes como o desvio à Ponte da Escusa, a passagem do Entre Águas e várias estradas de ligação entre a EN114, EN251 e EN119, além do galgamento da margem esquerda do rio Sorraia.

No Cartaxo, estão submersos troços da EN114 2, entre Setil e a Ponte do Reguengo, e da EN3 2, entre Reguengo e Valada, encontrando se esta última interdita. Também há registo de submersão de arruamentos em Vila Chã de Ourique, com impacto nos acessos à A1.

Em Santarém, a lista inclui a submersão de várias pontes e estradas municipais, como a EN365 4 na Ponte de Alcaides, a Ponte do Celeiro e o cais de embarque na Ribeira de Santarém, além de múltiplos arruamentos inundados em diferentes freguesias.

Também nos concelhos da Golegã, Salvaterra de Magos e Rio Maior se verificam diversas estradas submersas e campos agrícolas inundados, com interdições de circulação em vários troços municipais.

A situação estende se ainda a Alpiarça, Azambuja, Benavente, Almeirim, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha, onde há registo de vias cortadas, taludes que cederam e infraestruturas ribeirinhas interditas, como o cais do Almourol e o parque ribeirinho.

Mais chuva e risco de inundações

A Proteção Civil alerta que o cenário meteorológico atual pode originar “a ocorrência de inundações em zonas urbanas”, “cheias potenciadas pelo transbordo do leito de cursos de água e ribeiras” e ainda “instabilização de vertentes, conduzindo a movimentos de massa, como deslizamentos e derrocadas”.

É também expectável “piso rodoviário escorregadio e formação de lençóis de água” e a interdição de mais vias rodoviárias por submersão, mantendo se nas próximas horas os caudais elevados debitados pelas barragens da bacia do Tejo.

Recomendações à população

Face ao evoluir da situação, a Proteção Civil deixa um conjunto de recomendações, apelando a que a população retire bens e equipamentos das zonas normalmente inundáveis e salvaguarde os animais em locais seguros. A autoridade reforça ainda que “não atravesse com viaturas ou a pé estradas ou zonas alagadas” e que se mantenha informada através dos órgãos de comunicação social e das indicações das autoridades.

O Comando Regional de Lisboa e Vale do Tejo garante que continuará a acompanhar a evolução da situação em articulação com os serviços municipais de proteção civil e outras entidades, podendo ser emitidos novos comunicados sempre que se justifique

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