O Comando Regional de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo emitiu um aviso à população alertando para a manutenção de caudais elevados nos rios Tejo, Sorraia, e seus afluentes, bem como para o agravamento de situações de cheia e inundação nos próximos dias.
Segundo a informação divulgada, “é expectável nas próximas horas, a manutenção dos caudais elevados debitados pelas barragens da bacia do Tejo”, cenário que poderá prolongar os efeitos já sentidos em várias zonas ribeirinhas e áreas baixas.
O que pode acontecer nos próximos dias
A Proteção Civil avisa que a situação meteorológica atual e prevista pode originar vários fenómenos perigosos. Entre os efeitos esperados estão “a ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas pela acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento” e “a ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de cursos de água e ribeiras”.
É ainda apontado o risco de “instabilização de vertentes, conduzindo a movimentos de massa, deslizamentos, derrocadas e outros, motivados pela infiltração da água”, assim como o arrastamento de objetos para as vias rodoviárias e o desprendimento de estruturas mal fixadas.
O piso rodoviário poderá tornar-se particularmente perigoso, com “piso rodoviário escorregadio e formação de lençóis de água”, sendo também previsível a “interdição de algumas vias rodoviárias por submersão”.
Recomendações à população
Face ao cenário previsto, as autoridades deixam um conjunto de medidas preventivas dirigidas sobretudo a quem vive ou trabalha em zonas ribeirinhas e áreas habitualmente inundáveis. Entre os conselhos está a necessidade de “retirar, das zonas confinantes, normalmente inundáveis, equipamentos agrícolas, industriais, viaturas e outros bens”.
É igualmente recomendado que a população “salvaguarde os animais em locais seguros, retirando os rebanhos que se encontram nas zonas inundáveis” e que evite comportamentos de risco. A Proteção Civil é clara ao alertar para que ninguém deve “atravessar com viaturas ou a pé estradas ou zonas alagadas”.
Outro dos apelos passa pela atenção à informação oficial. Os cidadãos devem “manter-se informados através dos Órgãos de Comunicação Social ou dos Agentes de Proteção Civil, desenvolvendo as ações necessárias para a sua proteção, da família e bens”.
O acompanhamento da situação vai continuar a ser feito em permanência pelas estruturas regionais e sub-regionais de proteção civil, em articulação com os serviços municipais e outras entidades, estando previstos novos comunicados sempre que se justifique.





