Projeto para melhorar navegabilidade do rio Tejo em fase de avaliação ambiental

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O projeto para melhorar as condições de navegabilidade do estuário do rio Tejo encontra-se em fase de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) junto da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), revelou hoje a Administração do Porto de Lisboa (APL).

O objetivo do projeto é, segundo a APL, “criar condições para o transporte regular de mercadorias por via fluvial, estabelecendo a ligação entre o Porto de Lisboa e a plataforma logística de Castanheira do Ribatejo”, no concelho de Vila Franca de Xira, distrito de Lisboa.

“Esta solução permitirá transferir uma parte significativa do transporte atualmente realizado por rodovia para o modo fluvial, contribuindo para a redução do tráfego rodoviário e do congestionamento, nomeadamente diminuindo o número de veículos pesados nas principais vias de acesso à capital”, afirmou a APL, em comunicado.

A avaliação ambiental do projeto de navegabilidade do estuário do rio Tejo está em curso por parte da APA, após a submissão do respetivo Estudo de Impacte Ambiental (EIA), indicou o Porto de Lisboa.

De acordo com a APL, o projeto pretende potenciar o uso do rio Tejo como “corredor logístico” e contribuir para a redução das emissões de gases com efeito de estufa e para a melhoria da eficiência do sistema de transportes, em linha com os objetivos nacionais e europeus de descarbonização.

As intervenções previstas para o desenvolvimento da navegabilidade do estuário do Tejo assentam na melhoria das condições de profundidade e segurança dos canais de navegação, “nomeadamente através de operações de melhoria da cala e da otimização das infraestruturas portuárias, garantindo condições adequadas para a circulação de barcaças de mercadorias”, adiantou a empresa responsável pelo Porto de Lisboa.

Este projeto de melhoria das condições de navegabilidade do estuário do Tejo insere-se no compromisso da APL com a modernização do sistema portuário, em que “estão previstas até 10 barcaças diárias com contentores, granéis e carga geral nos dois sentidos para portos interiores em Vila Franca e Castanheira do Ribatejo”.

Com diferentes espécies e habitats, o estuário do Tejo é reserva natural desde 1976, tendo em conta a riqueza da biodiversidade e do ecossistema existente, com uma área protegida de 14 mil hectares na região de Lisboa, constituindo a maior zona húmida de Portugal.

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