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Produtora alerta para perigos dos cogumelos silvestres na apanha amadora

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Patrícia Trindade, da Tomush – produtora presente no Festival do Cogumelo da Parreira –, apela à cautela na recolha de cogumelos silvestres por amadores. “Quem não conhece não vale a pena inventar”, afirmou em entrevista. Em Portugal existem espécies mortais e tóxicas que provocam gastroenterites graves, falência hepática ou morte.​

Trindade sublinhou a necessidade de conhecer os fungos. Há espécies parecidas e outras diferentes, o que aumenta o risco de confusão. Cogumelos mortais afetam o fígado de forma grave. Recomendou o uso de guias experientes para evitar acidentes na apanha.​

Exemplificou com o Tricholoma equestre, conhecido como míscar amarelo, colhido nas florestas portuguesas. Este cogumelo acumula uma toxina que, consumida em excesso ao longo do tempo, causa problemas de saúde sérios. Os avós consumiam-no sem conhecer esses riscos, pois a toxina permanece acumulada no organismo por longo período.​

No passado, os avós transmitiam saberes orais de forma simples: “este é bom para comer”. A ciência atual revela limitações desses hábitos tradicionais e confirma perigos como a acumulação tóxica. Trindade aconselha formações micológicas, passeios guiados e estudo aprofundado como opções seguras e disponíveis hoje.​

Estas recomendações surgem no 9.º Festival do Cogumelo da Parreira, que promove o produto endógeno local. O evento distingue apanha tradicional de produção controlada em estufas, como a da Tomache, e inclui atividades educativas sobre identificação segura de fungos.

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