O Primeiro-Ministro visitou esta quarta-feira a Feira Nacional de Agricultura / Feira do Ribatejo (FNA 26), em Santarém, onde reforçou a importância do setor agrícola para o desenvolvimento económico do país, para a coesão territorial e para a segurança alimentar nacional.
Num dia marcado por debates técnicos dedicados à inovação e à sustentabilidade, bem como pela promoção da gastronomia tradicional e da cultura equestre, o chefe do Executivo percorreu o recinto da feira e contactou diretamente com produtores, empresas e representantes do setor.
Durante a visita, o governante sublinhou que a agricultura continua a assumir um papel estratégico para Portugal. “Esta visita enquadra-se no domínio de um setor que é estratégico para Portugal e que é fundamental para a nossa coesão territorial”, afirmou.
O Primeiro-Ministro destacou ainda as medidas que o Governo tem vindo a implementar para apoiar os agricultores e reforçar a produção nacional. “O Governo tem tomado medidas para apoiar o setor agrícola, de forma a criar melhores condições para um maior crescimento económico e uma maior autonomia alimentar”, referiu.
Apesar dos desafios enfrentados ao longo do ano, o governante considerou que o setor tem demonstrado capacidade de adaptação. Recordou que o período foi particularmente exigente, começando com uma sucessão de tempestades e agravando-se posteriormente com o conflito no Médio Oriente, que provocou o aumento dos preços dos fertilizantes e dos combustíveis.
Entre as respostas adotadas pelo Executivo, destacou o desconto no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP), os apoios aos fertilizantes, o reforço da tesouraria das empresas agrícolas e uma linha de financiamento de 183 milhões de euros disponibilizada através do Banco Português de Fomento.
O chefe do Governo aproveitou ainda a ocasião para reafirmar a aposta em áreas consideradas estruturantes para o futuro do país, nomeadamente a gestão da água e das florestas. “A aposta na transformação do país no domínio da água e das florestas é estruturante para Portugal”, salientou.
Após o contacto com os expositores presentes na FNA 26, o Primeiro-Ministro apontou também a escassez de mão de obra e os desafios da competitividade como algumas das principais preocupações do setor. Neste contexto, defendeu uma maior flexibilidade na organização do trabalho, considerando que “temos de valorizar o trabalho, temos de estabelecer um período em que se possam trabalhar mais horas em determinados períodos e depois dar o devido descanso às pessoas, de modo a garantir a sustentabilidade de um setor que é estratégico”.
A presença do Primeiro-Ministro na Feira Nacional de Agricultura surge como um sinal de reconhecimento da relevância económica e social do setor agrícola, num momento em que os produtores continuam a enfrentar desafios relacionados com os custos de produção, a disponibilidade de recursos e a necessidade de aumentar a competitividade da agricultura portuguesa.
































