Prestação de Contas de 2025 aprovada por maioria na Chamusca

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A Câmara Municipal da Chamusca aprovou por maioria a prestação de contas de 2025, num debate em que o presidente, Nuno Mira, defendeu a fiabilidade dos documentos e o vereador do movimento Primeiro a Nossa Terra, João Santos, apontou falhas na execução orçamental e na leitura contabilística do relatório. A abstenção dos dois vereadores do PNT marcou a votação final.

Nuno Mira apresentou a prestação de contas como um documento que reflete a execução do município em 2025, na grande maioria do mandato do anterior executivo e revelou os valores efetivos do relatório: um balanço de 54.876.239,33 euros, um património líquido de 46.245.275,80 euros, um passivo de 8.630.973,53 euros, uma receita total de 21.795.649,87 euros e uma despesa de 19.127.157,61 euros.

João Santos centrou a sua intervenção no nível de execução orçamental, que considerou claramente abaixo das necessidades do concelho, referindo percentagens entre os 30% e os 60% em diferentes rubricas e alertando para o risco de o executivo chegar ao final do ano com uma execução fraca. O vereador do PNT sustentou ainda que o anexo às contas revela mais do que o próprio mapa contabilístico e pediu explicações sobre vários itens técnicos.

Entre as dúvidas colocadas por João Santos estiveram a existência de propriedades de investimento classificadas em edifícios e outras construções, as imparidades acumuladas, a ausência de provisões para processos judiciais e a presença, no relatório, de entidades que disse já estarem extintas. O vereador questionou em particular a manutenção na documentação da Associação para a Promoção Rural da Senhora da Ribeira de Jerra e do Parque Almorão, afirmando que não faz sentido continuarem a surgir numa prestação de contas.

Nuno Mira respondeu que algumas dessas referências podem resultar do facto de o programa informático ainda não estar totalmente atualizado e garantiu que a situação seria verificada. O presidente disse também que as respostas mais detalhadas seriam remetidas por escrito e reconheceu que parte das observações dizia respeito a aspetos técnicos que necessitam de validação interna.

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