Presidente da Anacom anuncia em Coruche duas novas operadoras móveis em Portugal

13 Janeiro 2022, 17:13 Não Por João Dinis

 

 

O Presidente da Anacom, João Cadete de Matos, anunciou esta quinta-feira, a chegada de duas novas operadoras móveis a Portugal, que começam em breve a operar em Portugal, depois de terem acordos com as operadoras MEO, Vodafone e Nós, para a partilha de rede, “por não possuírem ainda equipamento (antenas) instalados”.

O responsável fez a revelação na apresentação da avaliação de desempenho dos serviços de comunicações móveis e fixos, com autarcas do concelho de Coruche, referindo que com a finalização do leilão do 5G, que terminou em Outubro, foram atribuídas licenças a duas novas operadoras móveis, que se vão juntar às actuais, Meo, Nós e Vodafone, a Nowo ,“que já estava em Portugal, mas que não tinha rede móvel própria”, estando até aqui a utilizar rede Meo, obtendo agora ”licenças para frequências para a rede móvel própria” e a Dixarobil, empresa “que pertence a um grupo que tem sede na Roménia, que é o grupo da Dixi”. “Essa empresa (Dixi) já tinha presença noutros países europeus, comprou licenças também no leilão e vai fazer a oferta de rede móvel”, esperando João Cadete de Matos que as duas operadoras entrem em funcionamento “dentro de pouco tempo.”

O Presidente da Autoridade Nacional das comunicações anunciou ainda que “uma empresa que comprou também licenças, a Dense Air, que têm uma rede grossista”, sendo que esta irá “oferecer ofertas que os outros operadores retalhistas, ou outras entidades possam querer utilizar essa rede própria da empresa”.

Para o administrador da entidade fiscalizadora das comunicações em Portugal, a partilha de rede entre as operadoras, o ‘roaming nacional’ poderia ser a solução para grande parte dos problemas de rede no país, sendo Portugal dos poucos países da União Europeia que não utiliza essa prática, paradigma que este espera que a entrada das duas novas operadoras venha ajudar a ultrapassar.”As novas empresas que entram no mercado têm, pelas obrigações que estão previstas, a possibilidade de ter acordos de roaming com as empresas que já estão no mercado”, sendo esse o ponto em que se encontra a Nowo “que já está a fazer essa negociação”, e “será também o caso, se assim for entendido, da outra empresa que adquiriu licenças de poderem ter acordos de roaming nacional e portanto poderem partilhar todas as antenas com as empresas com que estabelecerem esses acordos”, disse.

“O roaming nacional faz muita diferença porque a cobertura do território, conjugando as antenas dos vários operadores, melhora”, refere, esclarecendo que esta partilha deverá ser também do interesse das operadoras, pois “as empresas têm que daqui a dois anos, no final de 2023, de cobrir 75% da população de cada freguesia, o que significa que ou os operadores fazem um acordo entre si, de roaming para partilhar as antenas, ou então todos eles vão ter que fazer este investimento que é um investimento muito avultado”, concluindo que a Anacom está “com a expectativa positiva de que o roaming nacional seja possível por acordo entre as empresas”.