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“Preocupação foram os edifícios adjacentes, onde havia pessoas, e a bomba de combustível”, salienta Carlos Grazina

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Carlos Grazina, Comandante dos Bombeiros Municipais de Santarém fez ao NS um primeiro balanço do combate ao incêndio no armazém de produtos e materiais asiáticos na Rua do Matadouro Regional, na zona industrial de Santarém.

“Pela 01h22 da manhã recebemos o alerta na nossa central para um incêndio no armazém na zona industrial de Santarém e fizemos deslocar uma viatura nossa de combate a incêndio para o local”, começa por referir, salienta que logo “no primeiro ponto de situação foi identificado um incêndio com grandes dimensões.”

Dada a dimensão do incêndio foi de imediato solicitado apoio, através do Comando Sub-Regional da Lezíria do Tejo da Proteção Civil, tendo sido mobilizados “para além dos Corpos de Bombeiros do Município de Santarém, também de outros municípios adjacentes, num total de 57 operacionais apoiados por 17 veículos.”

De acordo como  Comandante, à chegada dos meios de socorro “o armazém estava completamente tomado pelas chamas”, pelo que “a nossa preocupação foram as continuidades do armazém e, portanto, o edifício supostamente administrativo, onde haveria pessoas no interior”, que os bombeiros conseguiram fazer sair ilesas, bem como o edifício onde estas estavam. “Conseguimos salvaguardar a integridade do edifício e também evitar outras propagações a edifícios adjacentes, inclusivamente aqui nas imediações existe uma bomba de combustível, também alvo da nossa preocupação e conseguimos evitar que se propagasse nessas duas situações”.

Questionado se as pessoas eram trabalhadores do edifício ou outra situação semelhante, Carlos Grazina refere que “não consigo especificar se estavam a trabalhar, foi difícil entrar em contacto com eles, mas deu-nos a sensação que estavam a descansar.”

“Foi difícil chegarmos até eles e fazer com que eles saíssem para a rua, porque o armazém estava completamente tomado e eles não se tinham apercebido do que é que se estava a passar no exterior”, relata.

De momento o Comandante das operação não tem ainda uma previsão para a conclusão dos trabalhos, algo “que vai ser bastante demorado”, por existirem muitos materiais incandescentes e alguns pontes quentes na área ardida.

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