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Prejuízos na Golegã são “incalculáveis” e exigem apoio externo

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O presidente da Câmara Municipal da Golegã afirmou hoje que os prejuízos causados pelas recentes cheias no concelho são “incalculáveis”, alertando para estragos em infraestruturas, arruamentos, pontes e edifícios, além de cortes de vias que continuam ativos.

Em declarações à Lusa, o autarca sublinhou que as cheias e a chuva intensa das últimas semanas provocaram danos “muito elevados”, afetando arruamentos, diques, pontes e edifícios municipais e privados.

“Neste momento, os prejuízos são incalculáveis. As estimativas que tínhamos estão desatualizadas, vão ter valores muito superiores”, afirmou.

O presidente da autarquia frisou que “é impossível ao município suportar sozinho” o esforço de reconstrução, defendendo um reforço da intervenção das entidades nacionais.

“Somos um dos concelhos mais afetados e precisamos de mais ajuda oficial, do Governo, da Agência Portuguesa do Ambiente, das Infraestruturas de Portugal. Vai ser difícil recuperar sem apoio externo”, disse.

Entre as situações mais críticas está o corte no acesso à ponte de Chamusca, onde uma “fissura” no piso obrigou à mobilização da GNR, bombeiros e técnicos das Infraestruturas de Portugal.

O problema foi detetado na segunda‑feira por uma motorista, levando à ativação imediata dos meios de emergência, disse o autarca.

Também a ponte da Cardiga permanece encerrada devido aos danos provocados pela subida das águas, obrigando os automobilistas que circulam entre a Golegã e Vila Nova da Barquinha a desviar-se por São Caetano. Equipas da Agência Portuguesa do Ambiente e das Infraestruturas de Portugal estão no terreno a avaliar a extensão dos estragos.

Nas zonas ribeirinhas de Azinhaga e Pombalinho, as famílias que tinham sido retiradas preventivamente já regressaram às suas habitações, mas o município alerta que o impacto das águas será “muito pesado” para os próximos meses.

“As cheias deixaram danos em vários edifícios e estruturas. Agora é fazer o levantamento total, mas sabemos que será um processo longo e dispendioso”, referiu o autarca.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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